As exportações de ovos do Rio Grande do Sul registraram forte crescimento no primeiro quadrimestre do ano, consolidando o avanço do setor no mercado internacional. Entre janeiro e abril, o Estado embarcou 2.154 toneladas do produto, volume 30,4% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram exportadas 1.652 toneladas.
O aumento também foi refletido na receita obtida com as vendas externas. No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, o faturamento chegou a US$ 7,8 milhões, crescimento de 40,3% em comparação aos US$ 5,6 milhões registrados no ano anterior.
O desempenho evidencia a valorização do produto gaúcho no mercado internacional e o fortalecimento da presença do setor em um cenário global marcado por conflitos e instabilidades econômicas.
Segundo o presidente executivo da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos, o crescimento das exportações está diretamente ligado à capacidade produtiva do Estado e à confiança do mercado externo.
Conforme ele, o aumento das exportações de ovos e derivados demonstra a importância do Rio Grande do Sul no abastecimento internacional em períodos de crise e reforça que o setor segue em constante evolução no mercado externo.
Enquanto o segmento de ovos apresentou crescimento expressivo, as exportações de carne de frango do Estado permaneceram praticamente estáveis no quadrimestre, com leve redução no volume embarcado.
Entre janeiro e abril, foram exportadas 254,9 mil toneladas de carne de frango, número 0,4% inferior às 256 mil toneladas registradas no mesmo período de 2025. Apenas em abril, o volume embarcado foi de 64,3 mil toneladas, queda de 0,7% na comparação anual.
Apesar da pequena retração no volume exportado, o faturamento do setor avícola apresentou crescimento. Em abril, a receita alcançou US$ 125,8 milhões, alta de 5,1% em relação ao mesmo mês do ano passado.
No acumulado do quadrimestre, o setor faturou US$ 488,1 milhões, avanço de 6% sobre os US$ 460,6 milhões registrados em 2025.
Segundo José Eduardo dos Santos, o desempenho da carne de frango reflete um cenário de equilíbrio diante das dificuldades logísticas enfrentadas no mercado internacional, especialmente em razão da crise no Oriente Médio.
De acordo com ele, os conflitos na região provocaram atrasos em embarques e exigiram a adoção de rotas alternativas, mas a demanda dos países do Oriente Médio segue firme.
As entidades do setor também informaram que o Brasil continua atendendo às exigências sanitárias da União Europeia, enquanto o governo federal trabalha para solucionar questionamentos comerciais antes da possível entrada em vigor de novas medidas previstas para setembro.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: Compre Rural
