O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta quarta-feira (15) que o acordo firmado entre o governo federal e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) sobre o projeto de renegociação das dívidas dos produtores rurais foi construído após uma série de negociações e concessões entre as partes envolvidas.
A declaração foi dada após reunião com representantes do governo, parlamentares da bancada ruralista e lideranças do Congresso Nacional. Segundo Motta, o entendimento alcançado representa a solução considerada possível neste momento, conciliando as demandas do setor agropecuário com a responsabilidade fiscal da União.
O impasse teve início após a aprovação da proposta pelo Senado Federal sem um acordo prévio com o governo. A partir disso, as negociações foram intensificadas para evitar o veto ao projeto e construir um texto de consenso.
De acordo com o presidente da Câmara, a proposta aprovada pelos deputados havia sido votada há cerca de um ano e permaneceu em discussão durante sua tramitação no Senado. Ele ressaltou que o principal objetivo do acordo foi oferecer condições para que produtores rurais consigam renegociar seus débitos e mantenham a atividade produtiva.
Hugo Motta destacou que o endividamento do setor não é uma realidade exclusiva do Rio Grande do Sul, embora o Estado tenha sido severamente impactado por eventos climáticos extremos nos últimos anos. Segundo ele, produtores de diversas regiões do país enfrentam dificuldades semelhantes, tornando necessária a construção de uma solução em âmbito nacional.
Durante o pronunciamento, o presidente da Câmara afirmou que acordos dessa natureza exigem concessões de todos os envolvidos e que o resultado buscou equilibrar os interesses do agronegócio com as limitações orçamentárias do governo federal.
Motta também elogiou a atuação da Frente Parlamentar da Agropecuária, da bancada gaúcha e dos representantes do Executivo nas negociações. Segundo ele, o diálogo permitiu construir um entendimento que garante maior segurança aos produtores rurais e contribui para a continuidade da produção agropecuária.
A renegociação das dívidas é considerada uma das principais reivindicações do setor, especialmente após sucessivas perdas provocadas por estiagens e enchentes em diferentes regiões do país. A expectativa é que as medidas acordadas permitam aos produtores reorganizar sua situação financeira e manter os investimentos na atividade, preservando empregos, renda e a produção de alimentos.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
