O Uruguai suspendeu temporariamente a entrada de aves e produtos avícolas procedentes do Brasil após a confirmação de um foco da Doença de Newcastle em uma granja comercial de Nova Itaberaba, no oeste de Santa Catarina. A medida foi estabelecida pela Resolução nº 244/026 da Direção-Geral de Serviços Pecuários, vinculada ao Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca uruguaio, e prevê exceções para produtos submetidos a tratamentos capazes de inativar o vírus e que atendam às exigências sanitárias do país.
Após o primeiro registro, outros dois casos foram identificados na região, nos municípios de Coronel Freitas e Nova Erechim, ambos dentro da área de emergência sanitária. A ocorrência tem provocado restrições comerciais de parceiros internacionais às exportações brasileiras de produtos avícolas.
A Arábia Saudita e a China suspenderam as importações de carne e produtos cárneos de aves provenientes de Santa Catarina. O Chile adotou restrições a uma lista mais ampla de produtos do estado. Já Malásia e México suspenderam temporariamente a importação de determinados produtos avícolas de todo o Brasil.
A Argentina, por sua vez, restringiu as importações de mercadorias provenientes da zona delimitada pelo Ministério da Agricultura brasileiro. Os demais produtos avícolas brasileiros podem continuar sendo comercializados no mercado argentino, desde que acompanhados de certificação oficial que comprove a origem em área livre da doença.
A Doença de Newcastle é uma enfermidade viral que afeta aves e pode causar impactos sanitários e econômicos na cadeia produtiva. Diante das restrições, o Ministério da Agricultura mantém contato com as autoridades sanitárias dos países importadores para prestar esclarecimentos sobre as medidas de controle adotadas e buscar a flexibilização das exigências comerciais.
Em Santa Catarina, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), responsável por ações de defesa sanitária agropecuária, intensificou a vigilância no Oeste do estado. As medidas incluem vistorias em propriedades, monitoramento das criações e ações de controle sanitário nos municípios envolvidos.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: Correio do Povo
