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    País

    Um ano após tragédia com balão em Santa Catarina, familiares das vítimas seguem à espera de respostas e justiça

    Fernando KopperFernando Kopper22 de junho de 202602 Mins Read2

    Um ano após a queda de um balão de ar quente que matou oito pessoas em Praia Grande, no Sul de Santa Catarina, familiares das vítimas ainda aguardam a conclusão das investigações e a responsabilização dos envolvidos. A tragédia, que comoveu o país, ocorreu na manhã de 21 de junho de 2025 e deixou, além dos mortos, diversos passageiros feridos.

    O balão, utilizado para passeios turísticos, transportava 21 pessoas quando pegou fogo poucos minutos após a decolagem. Durante o incêndio, parte dos ocupantes conseguiu escapar saltando da cesta, enquanto outras vítimas não conseguiram deixar a aeronave antes da queda.

    As investigações conduzidas pela Polícia Civil apontaram que o incêndio teve início na região do maçarico. A apuração também constatou que o extintor disponível na aeronave não funcionou durante a tentativa de conter as chamas. Embora a primeira fase do inquérito tenha sido concluída ainda em 2025, novas diligências foram determinadas e o caso permanece em investigação.

    Em nota, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) informou que os procedimentos seguem em andamento e tramitam sob segredo de Justiça. Segundo o órgão, uma das diligências requisitadas para aprofundar as investigações ainda não foi concluída, o que impede, até o momento, a definição sobre eventuais responsabilizações.

    O MPSC informou ainda que acompanha diferentes frentes de apuração. Na esfera criminal, são investigadas as circunstâncias do acidente e as possíveis responsabilidades dos envolvidos. Já na área cível, permanecem em análise os direitos dos consumidores e os desdobramentos causados pela tragédia. Paralelamente, também há procedimentos em tramitação no Ministério Público Federal (MPF).

    Mudanças nas regras do balonismo

    A tragédia provocou alterações nas normas que regulamentam o balonismo comercial no Brasil. Entre as novas exigências estão a obrigatoriedade de seguro contra terceiros, extintores em perfeitas condições de uso, rádio de comunicação, altímetro, sistema de desinflagem rápida e licenciamento atualizado dos pilotos.

    Manifestação pede justiça

    Para marcar um ano do acidente e cobrar maior celeridade nas investigações, familiares de Juliane Jacinta Sawicki e Fabio Luiz Izycki promoveram, na tarde deste domingo (21), uma manifestação em Erechim.

    O ato teve como objetivo homenagear as oito vítimas da tragédia, manter viva a memória daqueles que perderam a vida e reforçar o pedido por justiça.

    Até o momento, ninguém foi indiciado pelo acidente, e as investigações seguem em andamento.

    Com informações: Jornalista Fernando Kopper
    Fonte: Rádio Uirapuru

    Fernando Kopper

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