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    Início » Trigo reage no mercado brasileiro com alta internacional, dólar valorizado e retomada da demanda
    Agronegócio

    Trigo reage no mercado brasileiro com alta internacional, dólar valorizado e retomada da demanda

    Fernando KopperFernando Kopper18 de março de 202602 Mins Read4

    Os preços do trigo voltaram a ganhar força no mercado spot brasileiro na última semana, impulsionados pela valorização das cotações internacionais e pela alta do dólar frente ao real. De acordo com dados do Cepea, esse cenário deixou os vendedores mais firmes nas pedidas e favoreceu uma reação nos preços nas principais praças do país.

    Pelo lado da demanda, compradores voltaram ao mercado para recompor estoques, contribuindo para sustentar as cotações. O movimento resultou em recuperação do cereal em diferentes regiões monitoradas, refletindo a combinação de fatores internos e externos que seguem no radar dos agentes do setor.

    No cenário internacional, os contratos futuros do trigo continuam em trajetória de alta. Segundo o Cepea, a principal razão está nas preocupações climáticas nos Estados Unidos, um dos maiores produtores globais do grão. As incertezas em relação às lavouras de inverno aumentam a cautela dos operadores e ajudam a manter os preços elevados no exterior.

    Um dos principais pontos de atenção é o avanço da seca nas áreas produtoras norte-americanas. Conforme dados citados pelo Cepea com base no Monitor de Seca, até o dia 10 de março, cerca de 55% da produção de trigo de inverno nos Estados Unidos estava sob algum nível de estiagem. No mesmo período do ano passado, esse percentual era de 27%, evidenciando um agravamento significativo das condições climáticas.

    Esse cenário tende a manter o mercado internacional aquecido e, consequentemente, reforça a sustentação dos preços no Brasil. Por se tratar de uma commodity altamente influenciada pelo ambiente externo, o trigo reage diretamente a variações na oferta global, no câmbio e na percepção de risco.

    Além do fator climático, o mercado também acompanha as tensões geopolíticas no Oriente Médio. Segundo o Cepea, esse contexto pode elevar os custos de produção, especialmente com o encarecimento de insumos como fertilizantes, adicionando mais um elemento de suporte aos preços.

    Para o mercado brasileiro, a combinação entre dólar valorizado, retomada das compras e incertezas no cenário internacional indica um ambiente de maior firmeza no curto prazo. O comportamento das lavouras nos Estados Unidos e o desenrolar das tensões globais devem seguir como fatores determinantes para a formação dos preços nas próximas semanas.

    Com informações: Jornalista Fernando Kopper

    Fernando Kopper

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