As lavouras de trigo do Rio Grande do Sul avançam para os estádios reprodutivos, mas o quadro fitossanitário exige atenção dos produtores. Conforme dados da Emater/RS-Ascar, 50% das áreas cultivadas estão entre o final do desenvolvimento vegetativo, elongação do colmo e emborrachamento. Outros 33% encontram-se em floração, 16% em formação e enchimento de grãos e 1% já atingiu a fase de maturação.
A evolução das plantas ocorre de maneira diferente entre as regiões, de acordo com o estádio das lavouras e as condições de umidade do solo. No período analisado, a redução das precipitações e o aumento da disponibilidade de radiação solar permitiram a retomada da adubação nitrogenada e dos tratamentos fitossanitários, principalmente em áreas que anteriormente apresentavam dificuldades de acesso devido ao excesso de umidade.
O período de dias nublados e chuvosos registrado nas semanas anteriores favoreceu o desenvolvimento de doenças fúngicas, entre elas manchas foliares, ferrugens e oídio. Também houve aumento da incidência de giberela nas lavouras que ingressaram na fase reprodutiva.
Em algumas áreas, o atraso na realização das aplicações, provocado pelas condições inadequadas de tráfego, contribuiu para a intensificação dos sintomas principalmente no terço inferior das plantas.
As geadas de baixa intensidade registradas na segunda quinzena de agosto não provocaram danos expressivos às lavouras, inclusive nas áreas que já estavam em fase reprodutiva. Também foram registrados episódios pontuais de granizo, mas ainda não existe uma avaliação consolidada sobre os possíveis prejuízos.
De maneira geral, o potencial produtivo do trigo permanece satisfatório no Estado. No entanto, o resultado da safra dependerá da evolução do quadro fitossanitário e das condições de umidade durante a transição das lavouras para os estádios reprodutivos.
Para a Safra 2026, a Emater/RS-Ascar projeta uma área cultivada de 814.220 hectares de trigo no Rio Grande do Sul. A produtividade média estimada é de 2.701 quilos por hectare.
Preço do trigo apresenta leve alta
Na comercialização, o preço médio do trigo registrou uma pequena valorização no levantamento semanal realizado pela Emater/RS-Ascar. A saca de 60 quilos, considerando o PH padrão 78, passou de R$ 69,81 para R$ 69,93.
A variação representa uma alta de 0,17% no período.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
