A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta quinta-feira (3), a Operação Ápate, que investiga um suposto esquema de estelionato contra um idoso de 76 anos, no município de Pinhal Grande. A ação foi conduzida pela Delegacia de Polícia local e resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão em Santa Maria, Faxinal do Soturno e Chapecó, em Santa Catarina.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de valores e ativos financeiros das pessoas investigadas, com o objetivo de preservar recursos para um eventual ressarcimento à vítima.
Segundo as investigações, o caso teria começado quando a principal suspeita se ofereceu para auxiliar o idoso em um processo relacionado a um crime ambiental. A partir da aproximação, ela teria passado a solicitar valores sob a justificativa de pagamento de multas e despesas junto à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM) e ao Ministério Público, além de supostos gastos com viagens e providências judiciais.
A análise dos autos, entretanto, apontou que parte das cobranças não teria respaldo. Conforme a Polícia Civil, o processo ambiental estava suspenso desde julho de 2022, aguardando o cumprimento de obrigações previstas em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
Entre 2022 e 2025, o idoso teria realizado diversos pagamentos à investigada por meio de cheques, dinheiro em espécie e transferências bancárias. Parte dos recursos teria sido obtida com a venda da produção agrícola. O prejuízo já identificado pela investigação ultrapassa R$ 700 mil.
A Polícia Civil também identificou que parte dos valores recebidos teria sido transferida para contas de familiares e pessoas próximas da principal investigada. A análise das movimentações financeiras aponta ainda para a possível aquisição de bens particulares, incluindo veículos, com recursos provenientes da vítima.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares, documentos e outros materiais que poderão auxiliar no andamento da investigação. Dois veículos também foram apreendidos e terão a origem dos recursos utilizados na aquisição apurada.
A investigação continua para esclarecer o grau de participação de cada envolvido, identificar a origem e a destinação final dos valores e verificar a existência de outras possíveis vítimas ou beneficiários do esquema.
A operação contou com o apoio da Delegacia de Polícia de Faxinal do Soturno, da Delegacia de Proteção ao Idoso de Santa Maria (DPPI), da 4ª Delegacia de Polícia de Santa Maria e da Delegacia de Homicídios de Chapecó (SC). A ação foi coordenada pela delegada Débora Dias, que atua em substituição na Delegacia de Polícia de Pinhal Grande.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte e fotos: Rádio São Roque/SB Comunicações
