A pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), em recurso interposto pela acusação, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado (TJRS) aumentou de 57 para 63 anos de prisão a pena de Luciano Costa dos Santos, conhecido como “Costinha”, condenado por atuar como intermediário na contratação dos executores do triplo homicídio que vitimou três pessoas da mesma família no bairro Cohab, em Passo Fundo.
As vítimas foram Diênifer Padia, Kétlyn Padia dos Santos e Alessandro dos Santos. Costinha havia sido condenado em julgamento realizado em setembro de 2025, um dos três júris distintos resultantes do desmembramento do processo.
Na ocasião, a acusação foi conduzida pelo promotor de Justiça Leonardo Giardin, designado pelo Núcleo de Apoio ao Júri (NAJ) do MPRS. Ao analisar os recursos apresentados, o TJRS rejeitou a tese da defesa que alegava nulidade do julgamento e manteve integralmente a decisão do Tribunal do Júri.
Segundo o entendimento dos desembargadores, ficou comprovado que o réu exerceu papel central na articulação criminosa. Conforme a decisão, ele monitorou a rotina das vítimas, repassou valores aos executores, que nunca foram identificados, e atuou como ligação direta entre os mandantes do crime e os responsáveis pela execução.
O Tribunal destacou ainda a gravidade excepcional do caso, ressaltando que o crime teve como objetivo eliminar testemunhas para garantir a impunidade, além do forte impacto causado às crianças sobreviventes da família.
Diante desses elementos, a pena definitiva foi fixada em 63 anos de reclusão, em regime inicial fechado. A decisão refere-se exclusivamente ao julgamento realizado em setembro de 2025.
Em outro júri relacionado ao mesmo caso, também realizado no ano passado, uma dupla acusada pelo Ministério Público, irmão e irmã apontados como mandantes do crime, foi condenada a penas de 74 e 68 anos de prisão.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: Rádio Uirapuru
