A nebulosidade diminui e o sol aparece em todas as regiões do Rio Grande do Sul nesta terça-feira (14). Ao longo do dia haverá períodos de céu claro, embora algumas áreas ainda registrem a presença de nuvens.
Em Cruz Alta, os termômetros marcaram mínima de 5°C nas primeiras horas da manhã. Com o avanço de uma massa de ar mais quente, a temperatura sobe gradualmente durante a tarde e a máxima deve chegar aos 20°C, proporcionando uma sensação mais agradável em comparação com a segunda-feira.
A massa de ar frio que ainda atua sobre o Estado mantém o amanhecer com baixas temperaturas, favorecendo a formação de geada em baixadas das áreas mais elevadas da metade norte gaúcha.
Apesar do tempo firme nesta terça-feira, a previsão indica uma mudança significativa nas condições meteorológicas a partir de quinta-feira (16). Segundo a MetSul Meteorologia, uma onda de tempestades deve atingir o Sul do Brasil, além do Uruguai e da Argentina, marcando o primeiro episódio de tempo severo associado ao fenômeno El Niño 2026-2027 na América do Sul.
As chuvas podem se estender até, pelo menos, a próxima terça-feira (21). A previsão aponta elevado risco para a formação de supercélulas de tempestades, com possibilidade de vendavais destrutivos, queda de granizo de grande porte e fenômenos severos localizados, como microexplosões e até tornados.
Os acumulados de chuva podem variar entre 100 e 200 milímetros em diversas regiões do Rio Grande do Sul até a metade da próxima semana. Em alguns pontos, os volumes podem superar 300 milímetros, aumentando o risco de alagamentos em áreas urbanas e rurais, transbordamento de arroios e córregos, além de inundações repentinas.
Especialistas alertam que novas ondas de instabilidade semelhantes devem ocorrer nos próximos meses, especialmente durante o fim do inverno e a primavera, período em que os efeitos do El Niño tendem a intensificar as precipitações no Sul do Brasil.
O coordenador-geral de Operações e Modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Marcelo Seluchi, explica que anos de El Niño apresentam maior probabilidade de chuvas intensas concentradas em um ou mais dias consecutivos, aumentando o risco de enchentes e deslizamentos.
Segundo ele, a rede de monitoramento foi ampliada em todo o país e os equipamentos danificados durante os eventos extremos de 2024 já foram reinstalados na Região Sul. Seluchi destaca que o acompanhamento das condições meteorológicas ocorre de forma permanente, durante todos os dias do ano, para permitir a emissão de alertas sempre que necessário.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
