O mercado brasileiro de soja apresentou oscilações regionais nesta terça-feira, influenciado pelo avanço da colheita, custos logísticos elevados e ajustes técnicos nas cotações. De acordo com a TF Agroeconômica, o cenário reflete realidades distintas entre os principais estados produtores, com maior pressão nas regiões onde a oferta começa a ganhar força.
No Rio Grande do Sul, que ainda não alcançou o pico da colheita, as atenções permanecem voltadas às condições climáticas e ao rigor no controle de qualidade dos primeiros volumes recebidos. O Porto de Rio Grande recuou de R$ 129,00 para R$ 128,00 por saca, impactando a formação de preços no estado. No interior, Ijuí registrou R$ 128,00, enquanto Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa apresentaram cotações de R$ 116,00.
Em Santa Catarina, houve consolidação de queda de 1,64% na área plantada, com parte dos produtores migrando para culturas como milho e tabaco. A comercialização segue estável, sustentada principalmente pela demanda da cadeia de proteína animal. No interior catarinense, as cotações giram em torno de R$ 116,00, enquanto o Porto de São Francisco do Sul manteve o valor de R$ 126,00 por saca.
No Paraná, a colheita atingiu 37% da área, com 88% das lavouras classificadas em boas condições. O aumento do fluxo provocou filas no Porto de Paranaguá, que recuou para R$ 128,00 por saca. No interior, Ponta Grossa chegou a R$ 121,97 e Cascavel a R$ 116,76.
Já no Mato Grosso do Sul, a elevada umidade tem ampliado os custos de secagem e dificultado o escoamento da produção. Em Dourados, a soja foi cotada a R$ 111,50, enquanto Campo Grande registrou R$ 105,00 por saca.
No Mato Grosso, com 65,75% da área colhida, os fretes acima de R$ 490,00 por tonelada seguem pressionando o mercado. Municípios como Sapezal e Canarana apresentaram cotações de R$ 99,00 por saca, refletindo o impacto dos custos logísticos na formação dos preços.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: Agrolink
