O governo de Santa Catarina decretou na última segunda-feira (18) estado de alerta climático válido por 180 dias em todo o território catarinense devido à aproximação do fenômeno El Niño, que aumenta o risco de eventos extremos, como enchentes, deslizamentos e inundações.
De acordo com meteorologistas da Secretaria da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina, existe cerca de 80% de probabilidade de início dos efeitos do El Niño entre os meses de julho e agosto.
Segundo o governo catarinense, o objetivo do decreto é permitir a mobilização antecipada dos órgãos estaduais para ações de prevenção, monitoramento e resposta rápida diante de possíveis desastres climáticos.
Entre as medidas imediatas previstas estão a convocação do Comitê Estadual de Proteção e Defesa Civil, a intensificação do monitoramento meteorológico e o pré-posicionamento de equipes, equipamentos e recursos materiais em áreas historicamente vulneráveis.
O decreto também estabelece critérios objetivos para decretação automática de situação de emergência em municípios atingidos por eventos extremos. Entre os chamados “gatilhos” estão acumulados de chuva superiores a 80 milímetros em 24 horas, desabrigamento de famílias, interrupção de serviços essenciais, registros de deslizamentos e alertas de nível laranja ou vermelho emitidos pela Defesa Civil.
O fenômeno El Niño ocorre quando as águas superficiais do Oceano Pacífico apresentam aquecimento igual ou superior a 0,5°C, provocando alterações climáticas em diferentes partes do planeta. Na Região Sul do Brasil, o efeito mais comum é o aumento no volume de chuvas.
O El Niño acontece em intervalos irregulares, geralmente entre dois e sete anos. Em alguns períodos ocorre o fenômeno oposto, conhecido como La Niña, caracterizado pelo resfriamento das águas do Pacífico, também responsável por impactos climáticos globais. Segundo especialistas, as causas exatas dos fenômenos ainda não são totalmente compreendidas pela ciência.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
