O Rio Grande do Sul entrou em categoria de risco devido ao aumento expressivo dos casos de doenças respiratórias graves, conforme aponta o novo boletim do sistema InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz nesta quinta-feira (21).
O relatório, referente à semana epidemiológica entre os dias 10 e 16 de maio, mostra crescimento acelerado dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), além de baixa cobertura vacinal e possibilidade de agravamento nas próximas semanas.
Segundo os dados da Fiocruz, o Brasil já registrou 63.634 casos de SRAG em 2026. Desse total, quase metade, equivalente a 46,4%, teve confirmação laboratorial para algum vírus respiratório.
O principal alerta está relacionado ao avanço de dois vírus específicos e aos grupos mais vulneráveis. Crianças de até 4 anos estão sendo fortemente atingidas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), enquanto idosos e adultos apresentam aumento nas internações provocadas principalmente pela Influenza A.
O levantamento aponta que 18 estados brasileiros apresentam tendência de crescimento dos casos de VSR, incluindo o Rio Grande do Sul, além de Paraná e Santa Catarina na Região Sul.
O VSR representa atualmente 44,5% dos casos positivos registrados nas últimas quatro semanas analisadas pela Fiocruz.
Já a Influenza A responde por 24,5% das internações recentes e aparece como o vírus mais letal neste momento, sendo responsável por mais da metade das mortes confirmadas por vírus respiratórios no país.
Conforme o relatório, as hospitalizações por Influenza A seguem em crescimento no Rio Grande do Sul, Paraná e Tocantins, afetando principalmente adultos e idosos acima dos 65 anos.
Outro vírus com circulação significativa é o rinovírus, responsável por 35% dos casos positivos registrados em 2026 até agora.
Já a COVID-19 apresenta baixa circulação na maior parte do país, respondendo por apenas 2,6% das internações recentes. Mesmo assim, a doença ainda representa 11,8% dos óbitos recentes por SRAG e continua sendo considerada perigosa para grupos vulneráveis.
A pesquisadora Tatiana Portella, responsável pelo boletim InfoGripe, alertou para a importância da vacinação diante da circulação simultânea de diferentes vírus respiratórios.
Segundo ela, é fundamental que a população elegível mantenha a vacinação atualizada contra Influenza e outros vírus respiratórios, especialmente idosos, crianças e pessoas dos grupos de risco.
A especialista também reforçou a necessidade de manter as doses de reforço contra a covid-19 em dia, principalmente entre idosos, já que a doença ainda segue como causa importante de mortes por SRAG no Brasil.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
