A Polícia Civil ainda não concluiu o inquérito que apura a morte do agricultor Marcos Nörnberg, ocorrida em janeiro deste ano, em Pelotas, no Sul do Rio Grande do Sul. Segundo o diretor do Departamento de Homicídios do Interior, delegado Thiago Carrijo, a finalização da investigação depende da conclusão da análise técnica realizada pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP).
De acordo com o delegado, a Polícia Civil ainda aguarda o recebimento do laudo pericial para dar andamento à etapa final da investigação. O caso tramita sob sigilo e, até o momento, não há prazo definido para a conclusão do inquérito.
No mês passado, foi realizada a reprodução simulada dos fatos no local onde o agricultor morreu. A reconstituição foi solicitada pela própria Polícia Civil com o objetivo de confrontar as versões apresentadas pelos envolvidos com os elementos técnicos reunidos ao longo da investigação.
A atividade contou com a participação da viúva da vítima, Raquel Motta Nörnberg, e de policiais militares que atuaram na ocorrência. A reprodução havia sido iniciada dias antes, mas precisou ser interrompida por questões operacionais, sendo posteriormente retomada e concluída após cerca de duas horas de trabalho.
Considerada uma das etapas mais importantes da apuração, a reprodução simulada permite que os peritos e investigadores analisem, sob critérios técnico-científicos, a dinâmica dos acontecimentos. Entre os elementos avaliados estão depoimentos, laudos periciais e imagens de câmeras de monitoramento.
O caso ocorreu na madrugada de 15 de janeiro, quando a residência do agricultor foi alvo de uma ação da Brigada Militar. Durante a ocorrência, Marcos Nörnberg foi atingido por disparos de arma de fogo e morreu no local.
Com a conclusão dos laudos periciais, a Polícia Civil deverá avançar na análise final do inquérito, que definirá os próximos encaminhamentos do caso. Somente após essa etapa será possível informar se haverá eventuais indiciamentos ou outras medidas decorrentes da investigação.
Procurado para informar o prazo de conclusão dos laudos e esclarecer quais análises ainda estão pendentes, o Instituto-Geral de Perícias (IGP) ainda não havia se manifestado até a publicação da matéria.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte e foto: Correio do Povo
