O plantio de feijão da primeira safra avança em diferentes ritmos no Rio Grande do Sul, enquanto as temperaturas amenas e frias limitam o crescimento inicial das lavouras. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (22), a semeadura já alcançou 84% da área prevista na região de Ijuí. No mercado, o preço médio estadual da saca de 60 quilos recuou 1,29%, passando para R$ 212,22.
A semeadura ocorre de forma desigual no Estado. O avanço é mais expressivo nas regiões de menor altitude, enquanto nas áreas mais elevadas, como os Campos de Cima da Serra, os trabalhos ainda não começaram.
As lavouras já estabelecidas estão em desenvolvimento vegetativo, mas apresentam crescimento inicial lento devido às temperaturas amenas e frias, especialmente durante a noite. Nas áreas mais adiantadas, as plantas começaram a formar os primeiros trifólios. Em algumas propriedades, a adubação nitrogenada em cobertura já foi concluída.
Até o momento, a Emater/RS-Ascar não identificou problemas relevantes com insetos-praga nas lavouras acompanhadas. A projeção estadual é de 24.587 hectares destinados ao cultivo de feijão da primeira safra, com produtividade inicial estimada em 1.759 quilos por hectare.
Na região administrativa de Ijuí, a semeadura atingiu 84% da área prevista, com as lavouras em fase de formação de trifólios e desenvolvimento lento em função das condições climáticas. Na região de Santa Maria, o plantio chegou a 55% da área projetada.
Já na região de Soledade, o manejo da adubação foi concluído nas áreas de menor altitude. Nas regiões mais elevadas do Centro-Serra e do Alto da Serra do Botucaraí, a semeadura alcançou 80%, e também foram realizadas aplicações de adubação nitrogenada em cobertura.
No mercado, o levantamento semanal da Emater/RS-Ascar apontou que o preço médio estadual da saca de feijão de 60 quilos caiu de R$ 215,00 para R$ 212,22, uma redução de 1,29%. O recuo ocorre enquanto a semeadura da primeira safra segue em andamento, com diferentes estágios de implantação e desenvolvimento nas regiões produtoras gaúchas.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
