O Rio Grande do Sul ampliou de forma significativa o uso de tornozeleiras eletrônicas para monitorar agressores de mulheres em 2026. Atualmente, cerca de 1,2 mil homens são acompanhados pelo sistema — um salto em relação aos aproximadamente 900 registrados até março e aos cerca de 300 monitorados ao longo de 2025.
A medida, coordenada pela Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, é considerada uma das principais estratégias de prevenção à violência doméstica. O Estado conta hoje com 2 mil equipamentos disponíveis e trabalha com a expectativa de ampliar esse número para 3 mil nos próximos meses.
Segundo a secretária-adjunta da pasta, Adriana Regina da Costa, o monitoramento envolve uma atuação integrada das forças de segurança. A Polícia Civil é responsável por instalar o dispositivo e cadastrar agressor e vítima, enquanto a Brigada Militar atua no atendimento de ocorrências geradas pelo sistema. Já o acompanhamento em tempo real é feito pela central da SSP.
De acordo com dados oficiais, desde o início da utilização das tornozeleiras em casos de violência doméstica, não houve registro de feminicídio ou tentativa entre mulheres incluídas no programa. Para a Secretaria, o indicador demonstra a efetividade da ferramenta na prevenção de crimes mais graves.
A estratégia funciona com base em medidas protetivas determinadas pela Justiça, que estabelecem limites de aproximação entre agressor e vítima. Caso haja descumprimento, o sistema emite alertas e aciona as forças policiais.
Mesmo com o avanço do monitoramento, o Estado já contabiliza 31 feminicídios em 2026, número superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O dado reforça a importância de ampliar o alcance das medidas de proteção e incentivar que vítimas denunciem situações de risco.
A orientação das autoridades é que mulheres em situação de violência procurem ajuda por meio das delegacias ou acionem o 190 em casos de emergência, garantindo acesso às ferramentas de proteção disponíveis.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: G1
