A área cultivada com carinata segue em expansão no Rio Grande do Sul na atual safra de inverno, impulsionada pelo interesse dos produtores em diversificar os sistemas de produção e fortalecer a rotação de culturas. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (16) pela Emater/RS-Ascar, que aponta bom desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras do Estado.
Na região administrativa de Santa Rosa, a estimativa é de aproximadamente 2.600 hectares cultivados. Os municípios de Giruá e São Luiz Gonzaga concentram as maiores áreas destinadas à cultura. De acordo com a Emater/RS-Ascar, a maior parte das lavouras está na fase de desenvolvimento vegetativo, com estabelecimento e evolução considerados satisfatórios. As condições observadas são semelhantes às registradas na canola, especialmente em relação à necessidade de monitoramento constante de pragas. O clima, até o momento, tem favorecido o desenvolvimento das plantas.
Na região de Santa Maria, onde são projetados 1.526 hectares de cultivo, o plantio foi concluído. Em Tupanciretã, responsável por 1.105 hectares da área total, as lavouras apresentam desenvolvimento dentro do esperado e boas condições sanitárias. Os produtores realizam adubação em cobertura e o controle de plantas daninhas. Embora a ocorrência de geadas possa ter causado prejuízos, os impactos ainda estão sendo avaliados pelos técnicos.
Na região de Pelotas, o plantio também está praticamente encerrado, com previsão de 1.298 hectares cultivados. As áreas implantadas apresentam desenvolvimento normal para a época e permanecem na fase vegetativa.
Já na região de Erechim, parte dos produtores optou pela carinata como alternativa ao trigo, motivada pelos preços do cereal. Toda a área prevista já foi implantada e também se encontra em desenvolvimento vegetativo.
Em relação à comercialização, a Emater/RS-Ascar informa que o preço pago ao produtor na região de Santa Rosa é de R$ 125,22 por saca de 60 quilos. Na região de Erechim, os contratos chegam a R$ 147,00 por saca, refletindo o interesse crescente pela cultura no Estado.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
