Cruz Alta viveu nesta terça-feira (30) um dos momentos mais importantes de sua história econômica com o lançamento oficial das obras da Soli3, nova indústria de processamento de soja e produção de biodiesel idealizada pelas cooperativas Cotrijal, Cotripal e Cotrisal. O empreendimento, considerado um dos maiores investimentos privados em andamento no Rio Grande do Sul, receberá cerca de R$ 1,25 bilhão em investimentos e deverá impulsionar o desenvolvimento econômico do município e de toda a região.
A solenidade reuniu lideranças cooperativistas, representantes do Governo do Estado, parlamentares, autoridades municipais, empresários e parceiros do projeto no terreno onde será construída a planta industrial, em Cruz Alta.
Recentemente, a Soli3 obteve a Licença de Instalação emitida pelo Governo do Estado, concluindo o processo de licenciamento ambiental e autorizando oficialmente o início das obras. Nesta primeira etapa, os trabalhos compreendem a terraplanagem da área e a implantação do canteiro de obras. Paralelamente, a empresa finaliza a contratação da construtora responsável pelas obras civis, cuja execução deverá iniciar ainda no segundo semestre deste ano.
O cronograma prevê o avanço simultâneo das diferentes frentes de trabalho. À medida que a terraplanagem liberar novas áreas, serão iniciadas as fundações, estruturas de concreto e metálicas, edificações de apoio e, posteriormente, a montagem eletromecânica dos equipamentos industriais.
O presidente da Soli3 e da Cotripal, Germano Döwich, destacou que a emissão da licença representa o marco definitivo para o início da construção.
“A conquista da Licença de Instalação é o passo definitivo que nos autoriza a iniciar as obras de construção da Soli3. Nosso foco agora é executar esse complexo industrial com máxima eficiência. Este empreendimento foi planejado para processar a produção dos nossos associados e agregar valor ao agronegócio gaúcho, inaugurando uma nova fase de desenvolvimento para toda a região.”
A nova indústria produzirá biodiesel, óleo degomado, farelo de soja e casca peletizada. A expectativa é de um faturamento anual estimado em R$ 2,5 bilhões, consolidando Cruz Alta como um dos principais polos agroindustriais do Rio Grande do Sul.
Para o presidente da Cotrijal, Nei César Manica, o início das obras representa a concretização de um trabalho desenvolvido ao longo de vários anos.
“É o começo da concretização de uma iniciativa robusta, que trará grandes transformações para nossas cooperativas, para as comunidades em que atuamos e para todo o Estado.”
O presidente da Cotrisal, Walter Vontobel, ressaltou que o investimento nasceu da união entre as cooperativas e da necessidade de agregar valor à produção dos associados.
“A Soli3 nasceu da união de cooperativas que acreditam que juntas vão mais longe. É um investimento que proporciona mais segurança ao produtor rural e amplia a capacidade de industrialização da nossa produção.”
Durante o evento, o vice-governador Gabriel Souza destacou que empreendimentos como a Soli3 fortalecem a cadeia produtiva do agronegócio gaúcho e posicionam o Estado entre os protagonistas da produção de biocombustíveis.
“Já somos grandes produtores de grãos, mas precisamos agregar valor à nossa produção, ampliando a industrialização e gerando mais renda aos produtores. O biocombustível é um dos caminhos para o futuro do Rio Grande do Sul.”
Articulação da Prefeitura fortalece ambiente para novos investimentos
A implantação da Soli3 também evidencia o momento de desenvolvimento vivido por Cruz Alta nos últimos anos. A administração da prefeita Paula Rubin Facco Librelotto tem intensificado a articulação institucional com o Governo do Estado, cooperativas, investidores e lideranças políticas, criando um ambiente favorável para a atração de grandes empreendimentos.
Esse trabalho de interlocução e planejamento tem contribuído para que Cruz Alta se destaque entre os municípios gaúchos que mais vêm recebendo investimentos públicos e privados, refletindo diretamente na geração de empregos, no fortalecimento da economia local e na ampliação da infraestrutura. Nos últimos anos, o município tem conquistado importantes projetos nas áreas da saúde, habitação, logística e desenvolvimento industrial, consolidando uma nova fase de crescimento.
Durante a cerimônia, a prefeita destacou a importância da Soli3 para o futuro econômico do município.
“A Soli3 representa um divisor de águas para o desenvolvimento econômico e social de Cruz Alta. Esta é uma das plantas mais modernas do setor no país e, sem dúvida, vai gerar uma cadeia virtuosa de crescimento para o município, criando oportunidades para as famílias e movimentando o comércio e o setor de serviços.”
Empreendimento vai gerar milhares de oportunidades
A construção da nova indústria deverá gerar aproximadamente 1.000 empregos ao longo das obras. Após entrar em operação, prevista para 2028, o complexo manterá cerca de 150 empregos diretos e outros 500 indiretos, além dos impactos positivos sobre diversos segmentos da economia regional.
A Soli3 já iniciou a contratação de profissionais das áreas de engenharia, contabilidade, finanças, suprimentos e segurança do trabalho. Conforme o cronograma avançar, novas vagas serão abertas para os setores de qualidade, meio ambiente e operação industrial.
Outro diferencial do projeto é que diversos equipamentos industriais já foram adquiridos e estão em fase de fabricação. Entre eles estão os sistemas de processamento de soja, equipamentos para produção de biodiesel, caldeira a vapor, pátio de biomassa, transportadores de grãos e farelo e a subestação de energia, garantindo maior segurança no cumprimento do cronograma da obra.
Capacidade de produção coloca Cruz Alta entre os maiores polos do setor
A planta industrial ocupará uma área de 138 hectares, com aproximadamente 75 mil metros quadrados de área construída, além de contar com integração ferroviária, fator que ampliará significativamente a eficiência logística da operação.
Na primeira fase, a indústria terá capacidade para processar 3 mil toneladas de soja por dia, totalizando aproximadamente 1 milhão de toneladas por ano, com produção anual estimada em 200 mil toneladas de biodiesel.
Na segunda etapa de expansão, o processamento deverá alcançar 7,2 mil toneladas de soja por dia, ou 2,6 milhões de toneladas anuais, permitindo a produção de cerca de 500 mil toneladas de biocombustível por ano.
Com o início das obras da Soli3, Cruz Alta consolida sua posição como um dos principais centros do agronegócio e da agroindústria no Rio Grande do Sul, reforçando sua vocação para receber grandes investimentos e ampliando seu protagonismo no desenvolvimento econômico estadual.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
