A tradicional celebração de Corpus Christi voltou a atrair visitantes de diversas regiões do Rio Grande do Sul para Flores da Cunha, conhecida pelos impressionantes tapetes de serragem colorida confeccionados anualmente por entidades e voluntários da comunidade. Neste ano, porém, a celebração ganhou um significado ainda mais especial em razão do incêndio que atingiu a Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes na semana passada.
Mesmo diante do cenário de destruição provocado pelo incêndio, a comunidade florense transformou a dor em demonstração de fé, solidariedade e esperança. Ao todo, 52 entidades participaram da confecção de 62 tapetes de serragem colorida que ornamentam o entorno da Praça da Bandeira, reafirmando a força e a união dos moradores neste momento delicado para o município.
Entre os visitantes que prestigiaram o evento estavam a administradora Sheila, de 48 anos, e o marido, o dentista Gerson Barth, de 53 anos, que saíram de Porto Alegre para conhecer os tradicionais tapetes e aproveitar o feriado na Serra Gaúcha.
Segundo Sheila, a beleza das obras e o clima de fé emocionaram os visitantes. Ela destacou que o casal aproveitou o feriado para conhecer a região e permanecer alguns dias hospedado no distrito de Otávio Rocha.
Gerson ressaltou que, além da tradição religiosa, chamou a atenção a mobilização da comunidade após o incêndio da igreja. Segundo ele, ficou evidente o envolvimento dos moradores no processo de reconstrução e apoio ao principal templo religioso da cidade.
Moradores também demonstraram orgulho pela realização do evento. A professora Nara Sibele Rodrigues, de 46 anos, que vive em Flores da Cunha há duas décadas, afirmou que os tapetes surpreendem a cada edição, mas que neste ano carregam um significado ainda mais profundo por representarem a solidariedade da população diante da tragédia recente.
Ela destacou que as obras refletem a capacidade da comunidade de se reerguer e transformar momentos difíceis em demonstrações de fé e beleza.
Outro exemplo do impacto do evento foi a visita da bancária Adriane Dalmas Fae, de 48 anos, e do contador Silvio Israel Fae, de 53 anos, moradores de Serafina Corrêa. Embora já conhecessem Flores da Cunha, foi a primeira vez que participaram da programação de Corpus Christi no município.
Adriane relatou que, além do interesse em conhecer os tradicionais tapetes de serragem, a decisão de visitar Flores da Cunha neste ano também foi motivada pelo desejo de apoiar a comunidade após o incêndio que atingiu a Igreja Matriz.
Além das obras artísticas espalhadas pelo centro da cidade, Flores da Cunha oferece aos visitantes uma programação especial dentro do Festival Vinhos e Menarosto, ampliando as opções de lazer, cultura, gastronomia e turismo durante o feriado prolongado.
Os 62 tapetes de serragem colorida e as atividades do festival permanecem disponíveis para moradores e turistas até domingo (7), reforçando a tradição de Corpus Christi e demonstrando a capacidade de união e superação da comunidade florense diante das adversidades.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte e fotos: Jornal O Florense
