A colheita do milho no Rio Grande do Sul alcançou 83% da área cultivada, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar. Apesar do avanço, o ritmo ainda é inferior ao registrado nas culturas de soja e arroz.
As lavouras remanescentes estão distribuídas entre estádios reprodutivos (7%) e de maturação (9%). O predomínio de tempo firme tem favorecido o andamento da colheita nas áreas aptas, enquanto as lavouras tardias apresentam desenvolvimento considerado adequado, mas ainda dependem de melhores condições hídricas para garantir o enchimento dos grãos.
Em propriedades de menor escala, a colheita restante ocorre de forma gradual, muitas vezes associada à secagem natural dos grãos no próprio campo. Segundo o relatório, a variabilidade climática ao longo do ciclo, marcada por irregularidade das chuvas e períodos de déficit hídrico, provocou diferenças no desempenho produtivo.
As perdas são mais evidentes em lavouras implantadas fora da janela ideal ou conduzidas com menor nível tecnológico. Por outro lado, áreas que tiveram melhor disponibilidade de água mantiveram produtividade satisfatória. A estimativa da Emater/RS-Ascar aponta uma área cultivada de 803.019 hectares e produtividade média estadual de 7.424 quilos por hectare.
No detalhamento regional, a área administrativa de Bagé apresenta avanço pontual da colheita, concentrado em pequenas propriedades. Em Quaraí, há registros de prejuízos causados por javalis, afetando o rendimento das lavouras.
Na região de Caxias do Sul, a colheita avançou, mas as últimas áreas registraram queda de produtividade devido à falta de umidade, com rendimentos variando entre 7.200 e 9.000 quilos por hectare.
Em Frederico Westphalen, o milho safrinha representa cerca de 5% da área e está majoritariamente em fase reprodutiva, com desenvolvimento heterogêneo em razão da irregularidade das chuvas.
Já na região de Ijuí, 98% da área já foi colhida, com produtividade média próxima de 9.200 quilos por hectare, restando apenas áreas de safrinha em formação de grãos.
Em Pelotas, a colheita atinge 38% da área, com lavouras ainda em diferentes estágios de desenvolvimento, enquanto na região de Santa Rosa, 93% da área já foi colhida, sem registros relevantes de pragas ou doenças.
Por fim, em Soledade, a colheita do milho precoce está concluída em 61% da área, com trabalhos sendo realizados de forma escalonada, especialmente em áreas de relevo mais acidentado, enquanto lavouras de ciclos intermediários e tardios seguem em fases reprodutivas.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
