Os produtores de soja do Rio Grande do Sul já colheram 46% da área prevista para o ciclo 2025/26, conforme levantamento recente. Apesar do avanço, o ritmo da colheita segue abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando 52% da área já havia sido colhida. Ainda assim, o índice atual supera a média histórica de 43%.
De modo geral, o desempenho produtivo é considerado satisfatório na maior parte do Estado. No entanto, a irregularidade das chuvas ao longo do ciclo provocou diferenças significativas entre regiões, com destaque para a Metade Oeste, onde há áreas com baixa produtividade. Lavouras semeadas mais tardiamente e em solos com menor capacidade de retenção de água também foram mais impactadas.
Por outro lado, os plantios que contaram com melhor distribuição de chuvas e maior nível tecnológico apresentam resultados superiores, sustentando produtividades mais elevadas.
De acordo com a Emater, nas áreas mais afetadas pela restrição hídrica houve desuniformidade fenológica entre as lavouras, com plantas em diferentes estádios de maturação, reflexo direto das oscilações no regime de chuvas ao longo do ciclo produtivo.
Além disso, nas regiões que enfrentaram déficit hídrico durante fases críticas, como floração e enchimento de grãos, foram observadas perdas no potencial produtivo, com redução no porte das plantas, menor número de vagens e grãos com massa inferior.
Para os próximos sete dias, a previsão indica variação entre períodos de estabilidade e instabilidade em grande parte do território gaúcho. Os acumulados de chuva devem oscilar entre 0 e 100 milímetros ao longo da semana, com possibilidade de volumes superiores em pontos isolados das regiões da Fronteira Oeste e Missões, o que pode influenciar diretamente o ritmo final da colheita.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Foto: Luiz Chaves/Arquivo/Secom-RS
