O teste do pezinho realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Sul passará a identificar mais duas doenças raras em recém-nascidos: a Imunodeficiência Combinada Grave (SCID) e a atrofia muscular espinhal (AME).
A ampliação da triagem neonatal foi anunciada nesta segunda-feira, 25/05, em parceria entre a Casa dos Raros, a Prefeitura de Porto Alegre e o Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA).
Com a mudança, o Estado passa a oferecer a detecção de nove doenças raras por meio do exame realizado entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê. Até então, o teste identificava sete enfermidades: hiperplasia adrenal congênita, fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, hemoglobinopatias, deficiência de biotinidase, fibrose cística e toxoplasmose.
O investimento previsto para a ampliação supera R$ 36 milhões em dois anos, com estimativa de realização de cerca de oito mil exames mensais.
Os novos recursos permitirão a expansão das análises para o Laboratório Anthony Daher, pertencente à Casa dos Raros, enquanto o HCPA ficará responsável também pelo acolhimento das crianças diagnosticadas com as doenças.
A ampliação coloca o Rio Grande do Sul entre os poucos locais do país que já implementaram fases mais avançadas da triagem neonatal. A legislação federal prevê a expansão do teste do pezinho em cinco etapas, mas ainda não existe um cronograma nacional definido para implantação completa.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
