A semeadura da soja no Rio Grande do Sul alcançou 98% da área projetada, com lavouras majoritariamente em bom estado de desenvolvimento. Os dados constam no Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira, 22 de janeiro, pela Emater/RS-Ascar, que projeta para a safra atual o cultivo de 6,7 milhões de hectares, com produtividade média estimada em 3.180 quilos por hectare.
Conforme o levantamento técnico, a floração encontra-se em fase inicial em cerca de 7% das lavouras já estabelecidas. De modo geral, os estandes são considerados adequados e o potencial produtivo é avaliado como positivo na maior parte das regiões produtoras. No entanto, foram registrados casos pontuais de mortalidade de plântulas e estandes abaixo do ideal, especialmente em áreas onde a semeadura ocorreu de forma mais tardia.
No manejo fitossanitário da soja, as principais dificuldades observadas pelos técnicos estão relacionadas ao controle de plantas invasoras, exigindo maior atenção dos produtores. Apesar disso, as condições ambientais têm sido favoráveis ao desenvolvimento da cultura, e não há registros generalizados de doenças. Apenas ocorrências pontuais de ferrugem-asiática foram identificadas, permanecendo sob monitoramento.
A presença de insetos-praga, como lagartas e percevejos, também foi observada e demanda vigilância constante, principalmente nas lavouras que estão ingressando nas fases reprodutivas, período considerado crítico para a definição do rendimento final da cultura.
Na cultura do milho, o tempo mais estável registrado nas últimas semanas favoreceu o avanço da colheita em diversas regiões do Estado. A estimativa é de 785 mil hectares cultivados, com produtividade média de 7.370 quilos por hectare. Mesmo em áreas onde os grãos ainda apresentam maior umidade, os produtores seguem com a colheita para liberar áreas destinadas ao plantio da soja. Em muitas localidades, a produtividade é considerada satisfatória, e o estado fitossanitário das lavouras é avaliado como muito bom.
A colheita do milho silagem também avança de forma consistente no Rio Grande do Sul. A área destinada à cultura deve alcançar 366.067 hectares, com produtividade estimada em 38.338 quilos por hectare. As condições climáticas recentes têm garantido bom desempenho das lavouras, e em várias regiões os produtores já optam pela reintrodução do milho ou pela destinação das áreas para pastagens, mantendo a rotação de culturas.
No feijão primeira safra, a semeadura já ultrapassa 90% da área projetada, estimada em 26.096 hectares, com produtividade média prevista de 1.779 quilos por hectare. As lavouras apresentam boa fitossanidade e desenvolvimento satisfatório. Para o feijão segunda safra, a estimativa inicial aponta 11,6 mil hectares cultivados, com produção prevista de 16.375 toneladas e produtividade média de 1.401 quilos por hectare.
Já na cultura do arroz, a semeadura supera 98% da área planejada. Segundo o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), a área estimada é de 920 mil hectares. A Emater/RS-Ascar projeta produtividade média de 8.752 quilos por hectare. As lavouras apresentam bom estado fitossanitário, níveis adequados de água e seguem em desenvolvimento vegetativo. Em áreas mais precoces, já é possível observar lavouras em fase de floração e enchimento de grãos, indicando uma evolução positiva da safra no Estado.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
