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    Início » Polícia Civil trata como crime o desaparecimento de família em Cachoeirinha
    Polícia

    Polícia Civil trata como crime o desaparecimento de família em Cachoeirinha

    Fernando KopperFernando Kopper3 de fevereiro de 202604 Mins Read8

    O desaparecimento de três pessoas da mesma família em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, passou a ser tratado como crime pela Polícia Civil. Estão desaparecidos Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e seus pais, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70 anos. O paradeiro do trio é desconhecido desde os dias 24 e 25 de janeiro.

    De acordo com o delegado Anderson Spier, titular da 1ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana, a hipótese de sequestro foi descartada, já que não houve qualquer pedido de resgate desde o desaparecimento. “Sequestro não pode ter sido, uma pessoa ficar uma semana em cativeiro sem o pedido de resgate. Pode ser um cárcere privado, pode ser um homicídio. Nós trabalhamos com a existência de algum crime”, afirmou.

    A convicção da polícia de que os três tenham sido vítimas de um delito se baseia, principalmente, na ausência total de contato com familiares, amigos ou conhecidos desde o fim de semana em que desapareceram. “Por esse tempo todo que passou, provavelmente ela [Silvana] tenha sofrido ou esteja sofrendo algum crime que não permita manter contato com a família”, reforçou o delegado.

    Publicação nas redes sociais levantou suspeitas

    No dia 24 de janeiro, Silvana fez uma publicação em rede social, relatando que teria se envolvido em um acidente de trânsito quando retornava de Gramado, na Serra Gaúcha. Na mensagem, ela afirmava estar bem e ter recebido atendimento médico. No entanto, conforme a Polícia Civil, não há registro de acidente no trecho mencionado.

    Os pais de Silvana não possuem telefone celular e teriam sido informados por vizinhos sobre a postagem da filha. Preocupados, eles teriam saído na tarde de domingo, dia 25, para procurá-la. Segundo a investigação, o casal chegou a ir até uma delegacia distrital para registrar o desaparecimento, mas a unidade não funciona aos domingos. Desde então, não foram mais vistos.

    Uma das hipóteses trabalhadas pelos investigadores é de que Silvana sequer tenha viajado para Gramado. O celular da mulher está desligado desde o fim de semana do desaparecimento, o que impede, até o momento, a localização em tempo real do aparelho. “Atualmente, a gente ainda não consegue acessar a localização dele, mas já estamos analisando os dados anteriores”, explicou Spier.

    Câmeras registraram movimentação na residência

    Imagens de câmeras de segurança trouxeram novos elementos para a investigação. Um vídeo mostra o carro de Silvana entrando na garagem da residência dela às 21h28 do dia 24 de janeiro. Segundo o delegado, o veículo permaneceu na garagem desde então, não tendo sido mais utilizado. A chave do automóvel estava dentro da casa.

    “A gente ainda procura saber se era ela que havia usado esse carro, o que reforçaria nossa tese de que ela não foi para Gramado, ou se foi algum parente”, detalhou Spier.

    Pouco antes, às 20h34, uma câmera flagrou a entrada de um carro vermelho pelo portão da residência. O veículo permaneceu no local por cerca de oito minutos antes de sair. Mais tarde, por volta das 23h30, outro automóvel chegou ao endereço, ficou aproximadamente 12 minutos e foi embora. A polícia trabalha para identificar os veículos e apurar se se trata do mesmo carro nos dois horários.

    Mercado fechado e registros de desaparecimento

    A interrupção do contato com os familiares ocorreu em momentos distintos. Inicialmente, Silvana publicou a mensagem sobre o suposto acidente. Em seguida, os pais saíram para procurá-la e também desapareceram.

    O ex-marido de Silvana registrou oficialmente o desaparecimento dela, enquanto o sumiço dos idosos foi comunicado por uma sobrinha. Os três são proprietários de um pequeno mercado, que está fechado desde o dia 25 de janeiro, quando foram vistos pela última vez, fato que também chamou a atenção da polícia.

    Silvana é mãe de um menino de 9 anos, que atualmente está sob os cuidados do pai, com quem passava o fim de semana no período do desaparecimento.

    Investigação segue em andamento

    A Polícia Civil segue com as diligências, ouvindo vizinhos, familiares e pessoas próximas, além de buscar novas imagens de câmeras de segurança que possam ajudar a reconstruir a movimentação de pessoas e veículos nos horários que antecederam o desaparecimento da família.

    Qualquer informação que possa contribuir com as investigações pode ser repassada de forma anônima à Polícia Civil.

    Com informações: Jornalista Fernando Kopper
    Fonte: RBS/G1

    Fernando Kopper

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