Há meses, moradores e comerciantes de Cruz Alta convivem com um problema que se repete diariamente em diferentes pontos da cidade. Durante a madrugada, pessoas em situação de rua e usuários de drogas estariam rasgando sacos de lixo depositados nas lixeiras em busca de alimentos, materiais recicláveis e outros objetos. O conteúdo das sacolas acaba espalhado pelas calçadas e vias públicas.
A situação não é recente e vem sendo relatada ao Notícias RS por moradores há vários meses. As queixas se concentram principalmente na ação de pessoas que acessam as lixeiras durante a madrugada, abrem as sacolas e deixam para trás todo o material que não interessa.
A reportagem esteve nas ruas na manhã deste sábado e constatou o problema em diferentes locais. Em vários pontos, as lixeiras estavam vazias, enquanto restos de alimentos, embalagens, papéis e materiais recicláveis permaneciam espalhados no chão.
Na rua Barão do Rio Branco, próximo à esquina com a rua Duque de Caxias, moradores e comerciantes afirmam que estão cansados de precisar limpar a sujeira. Segundo uma moradora que preferiu não se identificar, o problema ocorre principalmente durante a madrugada, quando pessoas vão até as lixeiras, rasgam as sacolas e deixam os resíduos espalhados.
A situação também foi constatada na esquina da rua General Osório com a Marechal Deodoro da Fonseca. Uma moradora relatou que precisa realizar a limpeza do local praticamente todos os dias.
“É uma situação lamentável o que estamos vendo. Aqui na esquina temos uma lixeira e todos os dias precisamos vir e limpar, pois muita gente vem de madrugada, rasga as sacolas em busca de recicláveis ou alimentos e deixa tudo jogado. Não é obrigação dos garis limpar isso”, relatou.
Nas proximidades do Areião, na avenida Benjamin Constant, a reportagem encontrou novamente a mesma situação. Apesar da existência de várias lixeiras no local, havia resíduos espalhados pelo chão.
“É inacreditável, lixeiras vazias e lixo no chão. O lixo está sendo recolhido, as lixeiras amanhecem vazias e o lixo fica esparramado”, comentou um morador.
Coleta de lixo ocorre regularmente
Um ponto importante observado pela reportagem é que a situação não está relacionada à falta de recolhimento do lixo. A coleta ocorre regularmente e as lixeiras são esvaziadas normalmente.
O problema acontece posteriormente, quando pessoas retiram os sacos das lixeiras e os rasgam para procurar alimentos, materiais recicláveis ou outros objetos. O que não é levado fica espalhado pelas calçadas, obrigando moradores e comerciantes a realizar a limpeza.
Além da sujeira, o acúmulo de resíduos provoca mau cheiro, atrai animais e prejudica a circulação de pedestres. Para quem vive ou trabalha nas proximidades, a situação se tornou um problema diário que se arrasta há meses.
Moradores cobram providências para impedir que as lixeiras sejam violadas durante a madrugada e para responsabilizar quem insiste em espalhar o lixo pelas ruas. Enquanto isso, comerciantes e moradores seguem tendo de limpar uma sujeira que, segundo eles, não foi causada pelo serviço de coleta, mas pela ação de pessoas que abrem as sacolas depois que o lixo é descartado.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
