A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira, a Operação Alquimia para investigar suspeitas de fraude na execução de um contrato de manutenção predial do Instituto Federal Farroupilha (IFFar), envolvendo uma empresa privada e uma servidora da instituição. A ação busca apurar possíveis prejuízos aos cofres públicos.
Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal, em Santa Maria.
As investigações apontam indícios de que a empresa cobrava por serviços que não teriam sido executados e utilizava recursos do contrato para custear bens, serviços e projetos que não faziam parte do objeto contratado.
Segundo a Polícia Federal, medições e notas fiscais apresentavam serviços diferentes daqueles efetivamente realizados. Itens não previstos na tabela contratual teriam sido lançados como serviços contemplados no contrato, com acréscimo de 35% sobre os valores orçados, sem a correspondente prestação dos serviços. Também há indícios de repetição de itens em diferentes notas fiscais.
Conforme apurado, a servidora envolvida solicitava os serviços, orientava a forma de faturamento e atestava a execução. Já o administrador de fato da empresa seria responsável pelas tratativas e pela emissão das notas fiscais.
As irregularidades foram identificadas pelo próprio IFFar, que suspendeu os pagamentos à empresa, instaurou procedimento administrativo de responsabilização e comunicou os fatos à Polícia Federal. A instituição também colaborou com as investigações desde o início.
O valor do possível prejuízo aos cofres públicos ainda está sendo calculado. Os investigados poderão responder pelo crime de fraude em contrato.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: Correio do Povo
