A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (30), a Operação Solo Puro, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar no contrabando e na comercialização de agrotóxicos proibidos no Brasil. A ação ocorreu nos estados do Rio Grande do Sul e Paraná e resultou no bloqueio de até R$ 12 milhões em contas bancárias dos investigados.
Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão. Sete deles foram executados nos municípios gaúchos de Boa Vista das Missões, Jaboticaba e Palmeira das Missões, enquanto o oitavo foi cumprido em Santa Helena, no Paraná.
Além do bloqueio de valores, a Justiça Federal determinou o sequestro de bens móveis e imóveis dos investigados e a aplicação de nove medidas cautelares diversas da prisão, visando impedir a continuidade das atividades criminosas.
De acordo com a Polícia Federal, a investigação teve início em 2022, após a prisão em flagrante de dois integrantes do grupo em Jaguarão, na fronteira com o Uruguai, durante uma ação da Brigada Militar. Na ocasião, foram apreendidos rádios comunicadores, facas, armas de fogo e uma carga de agrotóxicos com comercialização proibida no país.
A análise dos aparelhos celulares apreendidos permitiu aos investigadores identificar uma organização criminosa estruturada para introduzir ilegalmente os produtos no Brasil por meio das fronteiras com Uruguai, Argentina e Paraguai. Segundo a PF, as investigações também demonstraram que o grupo continuou operando mesmo após as primeiras prisões.
Entre os produtos comercializados ilegalmente está o Paraquat, herbicida de alta toxicidade que teve seu uso proibido no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em razão dos riscos à saúde humana.
Conforme a Polícia Federal, os investigados poderão responder pelos crimes de contrabando, organização criminosa e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de outros delitos que venham a ser identificados durante o andamento das investigações.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
