A Polícia Civil, por meio da 2ª Delegacia de Polícia de Passo Fundo, deflagrou na manhã desta quinta-feira (17) uma operação que resultou na prisão preventiva de uma mulher investigada pela falsificação e comercialização de documentos falsos. Ao todo, foram cumpridas 10 ordens judiciais, sendo um mandado de prisão preventiva e nove mandados de busca e apreensão em endereços relacionados à investigação.
As medidas foram cumpridas em locais vinculados à principal investigada, familiares, possíveis intermediários na comercialização dos documentos e pessoas que teriam adquirido os materiais falsificados.
A investigação teve início após a Polícia Civil receber informações sobre a prática criminosa. Ainda em abril, foram cumpridos mandados de busca e apreensão relacionados ao caso. A partir dos materiais recolhidos, os investigadores realizaram uma análise detalhada do conteúdo apreendido.
Até o momento, foram analisados mais de 700 arquivos e fotografias, além de centenas de mensagens. Segundo a Polícia Civil, o material permitiu identificar a dinâmica da atividade e apontar a investigada como responsável pela venda de atestados médicos, certificados, diplomas e históricos escolares falsificados, inclusive relacionados a cursos de graduação e pós-graduação.
Durante a apuração, aproximadamente 200 pessoas foram identificadas como possíveis compradoras de documentos falsos no período abrangido pela investigação. A Polícia Civil ressalta que esse número pode aumentar, já que as análises e diligências continuam.
As pessoas identificadas deverão ser chamadas à 2ª Delegacia de Polícia de Passo Fundo para prestar esclarecimentos. Conforme a análise individualizada de cada caso e dos elementos reunidos, elas poderão responder criminalmente pelo uso de documento falso.
A principal investigada foi localizada e presa preventivamente em sua residência durante o cumprimento das ordens judiciais. Após os procedimentos legais, ela foi encaminhada ao Presídio Regional de Passo Fundo, onde permanece à disposição da Justiça.
A ação contou ainda com o apoio do Ministério Público do Trabalho, especialmente na identificação de empresas onde alguns dos possíveis compradores de atestados médicos falsificados trabalhavam no período em que os documentos teriam sido adquiridos e utilizados.
A Polícia Civil informou que a investigação permanece em andamento para identificar outros possíveis intermediários, fornecedores, compradores e beneficiários, além de dimensionar a extensão da comercialização dos documentos falsificados.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: Rádio Uirapuru
