A Polícia Civil do Rio Grande do Sul esclareceu, após investigação conduzida pela 1ª Delegacia de Polícia de Repressão a Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais, um suposto caso de extorsão mediante sequestro registrado na noite de sábado em Montenegro. A ocorrência envolvia uma mulher de 51 anos que teria sido arrebatada na cidade.
Logo após o desaparecimento, criminosos passaram a exigir dinheiro do marido da mulher para libertá-la, enviando vídeos e mensagens com ameaças.
Desde o acionamento, equipes do DEIC, com apoio da delegacia local, realizaram diligências contínuas, incluindo análise de dados, monitoramento de suspeitos, deslocamentos a diferentes municípios e solicitação de medidas judiciais para auxiliar no rastreamento dos envolvidos.
Durante a investigação, os policiais identificaram o suposto mandante do crime, que já estava recolhido ao sistema prisional do Rio Grande do Sul. Também foi localizado e monitorado o veículo que teria sido utilizado no alegado arrebatamento, que circulava pelo município de Viamão. Os ocupantes foram identificados e reconhecidos como participantes do esquema.
Com o aprofundamento das diligências, os agentes chegaram, ainda na madrugada desta terça-feira, a um imóvel em Montenegro possivelmente ligado ao caso. No local, os policiais encontraram a suposta vítima, outras duas mulheres e um adolescente, além de uma arma de fogo de uso permitido.
A apuração revelou que se tratava de um falso sequestro. Conforme a investigação, a mulher, usuária de drogas, teria planejado a simulação junto a um traficante preso com o objetivo de obter dinheiro do próprio marido. Segundo a polícia, outras pessoas foram colocadas na residência para monitorá-la durante a encenação do crime.
O adolescente localizado no imóvel foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento de Montenegro para os procedimentos legais. Já os demais envolvidos foram levados à sede do DEIC, onde foram autuados pelos crimes de extorsão, associação criminosa, corrupção de menores e posse de arma de fogo.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para reunir mais provas, detalhar a participação de cada envolvido e responsabilizar todos os integrantes do esquema, incluindo o mandante que teria articulado a ação a partir do sistema prisional.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte e foto: Correio do Povo
