O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio da Procuradoria da Função Penal Originária (PFPO), deflagrou nesta quinta-feira (28) a Operação Pedra Lascada, que investiga supostos crimes de corrupção, fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e falsidade ideológica no município de Liberato Salzano, no Norte do Estado.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na sede da Prefeitura de Liberato Salzano, na Secretaria Municipal de Obras, além de residências de agentes públicos e empresários investigados. As diligências também ocorreram em empreendimentos localizados nos municípios de Cerro Grande e Taquaruçu do Sul.
Conforme o Ministério Público, documentos e equipamentos eletrônicos foram apreendidos durante a ofensiva. Também foram cumpridas medidas cautelares contra empresários investigados, incluindo a proibição de exercer direta ou indiretamente qualquer atividade econômica ou financeira com o poder público, além da suspensão de contratos em andamento firmados com o município de Liberato Salzano.
As ordens judiciais foram expedidas pela Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.
Segundo o MPRS, a investigação apura possíveis delitos licitatórios, corrupção ativa e passiva, desvio de verbas públicas e falsidade ideológica envolvendo agentes públicos e empresários ligados às licitações e negociações consideradas suspeitas.
As investigações são conduzidas pela promotora de Justiça Mariana de Azambuja Pires, sob coordenação do procurador de Justiça Fábio Costa Pereira, coordenador da Procuradoria da Função Penal Originária.
Também participaram da operação os promotores de Justiça André Coelho e Letícia Elsner Pacheco, com apoio de servidores, policiais adidos do Ministério Público e integrantes do 3º Batalhão de Choque.
Liberato Salzano está localizado na região Norte do Rio Grande do Sul, próximo ao município de Sarandi e a cerca de 125 quilômetros de Passo Fundo.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte e foto: Comunicação MP
