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    Início » Óbitos por hepatite C no Rio Grande do Sul caem 51,8% entre 2019 e 2024
    Saúde

    Óbitos por hepatite C no Rio Grande do Sul caem 51,8% entre 2019 e 2024

    Fernando KopperFernando Kopper28 de julho de 202504 Mins Read2
    No Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, celebrado em 28 de julho, a população do Rio Grande do Sul recebe boas notícias: entre 2019 e 2024, houve uma queda de 51,8% no número de óbitos por Hepatite C. Outro dado a ser comemorado é a redução de 30% nos casos da doença. A data marca a reta final do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais.
    O cenário é apresentado no Boletim Epidemiológico das Hepatites Virais 2025, publicado pelo Ministério da Saúde e divulgado pela Secretaria da Saúde (SES). O material consolida os dados até o ano passado e contempla também os números das hepatites A, B, D e E. O documento apresenta informações sobre os casos detectados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação e os óbitos do Sistema de Informações sobre Mortalidade.
    Para a reduzir e controlar o número de casos e de óbitos, a SES realiza uma série de ações de enfrentamento – que envolvem vigilância, prevenção e assistência pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Entre as ações estão:
    oferta de testes rápidos para diagnóstico das hepatites B e C a toda população;
    acesso facilitado a medicamentos;
    agilidade no início do tratamento.
    Além disso, o cuidado é disponibilizado de forma descentralizada, seguindo um fluxograma de diagnóstico, encaminhamento, manejo e tratamento a partir da atenção primária em saúde (APS).
    Outra iniciativa relevante envolve estratégias de rastreio, diagnóstico e tratamento dos casos de hepatite C em populações mais vulneráveis ao vírus. É realizada uma busca ativa de pessoas com idade superior a 40 anos, privadas de liberdade, que fazem hemodiálise, que usam álcool ou outras drogas e que vivem com o vírus da imunodeficiência adquirida (HIV), entre outras.
    As hepatites virais são infecções no fígado causadas por vírus dos tipos A, B, C, D ou E. São transmissíveis e de notificação compulsória, variando entre fases assintomáticas até sintomas leves – como náuseas, dor abdominal, fadiga, febre, pele e olhos amarelados.
    Formas de transmissão
    Hepatite A: por via fecal-oral e está relacionada a baixos níveis de saneamento básico e água contaminada, tendo causado preocupação no Estado em decorrência das enchentes.
    Hepatite B: pelo sangue e por fluidos corporais contaminados e está associada a infecções sexualmente transmissíveis.
    Hepatite C: pelo sangue e por fluidos corporais contaminados. A unidades de saúde disponibilizam teste rápido.
    Hepatite D: só ocorre em indivíduos que já têm a hepatite B, por isso a vacina contra essa última é a melhor forma de proteção.
    Hepatite E: principalmente pela água e por alimentos contaminados, exigindo cuidados simples, como consumir água tratada e alimentos bem cozidos.
    Vacinação
    O SUS disponibiliza vacinas para as hepatites A e B nas unidades da APS nos municípios. No caso da hepatite C, apesar de não haver vacina, existem testes rápidos disponíveis na rede pública, e o tratamento aponta chances de cura em mais de 95% dos casos.
    Hepatite A
    A vacina contra hepatite A é indicada, no calendário de rotina, para crianças de 15 meses de idade até 4 anos, 11 meses e 29 dias, com esquema de uma dose. A imunização com duas doses é indicada para indivíduos com condições clínicas especiais (hepatopatias crônicas, HIV/Aids, fibrose cística e trissomias, entre outras).
    A novidade é que agora a vacina também está disponível para o público que faz uso da profilaxia pré-exposição de infecção pelo HIV (PrEP). O esquema também é de duas doses, e o pedido da vacina deve ser feito via sistema de informação do Centro de Referência de Imunobiológicos Especial. O documento que comprova a utilização da PrEP deve ser anexado ao formulário de solicitação.
    Hepatite B
    A principal forma de prevenção da infecção pelo vírus da hepatite B é a vacina, que está disponível no SUS para todas as pessoas não vacinadas, independentemente da idade. Para crianças, a recomendação é que sejam feitas quatro doses da vacina (ao nascer, com 2 meses, 4 meses e 6 meses de idade).
    Para a população adulta, o esquema completo é de três doses. No caso de indivíduos com condições clínicas específicas – como transplantados, doentes renais crônicos e pessoas vivendo com HIV/Aids – são indicadas quatro doses.
    Com informações: Jornalista Fernando Kopper
    Fernando Kopper

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