O Instituto-Geral de Perícias (IGP) confirmou nesta terça-feira (1º) que concluiu e entregou à Polícia Civil o último laudo pendente na investigação sobre a morte do agricultor Marcos Daniel Nörnberg, ocorrida em janeiro deste ano, em Pelotas, na Região Sul do Rio Grande do Sul.
O documento é referente à reprodução simulada dos fatos, realizada em maio, e encerra a etapa de perícias relacionadas ao caso. Com a entrega do laudo, a Polícia Civil entra na fase final da investigação.
O inquérito tramita sob sigilo. Agora, os investigadores deverão analisar o novo documento em conjunto com os demais elementos reunidos durante a apuração antes de definir os próximos encaminhamentos.
Na última sexta-feira, o diretor do Departamento de Homicídios do Interior, delegado Thiago Carrijo, havia informado que a previsão era concluir o inquérito na primeira quinzena de setembro. Na ocasião, ele também explicou que os laudos pendentes eram justamente os produzidos a partir da reprodução simulada.
A reconstituição ocorreu em maio, no local onde o agricultor foi morto, e teve como objetivo confrontar as versões apresentadas pelos envolvidos com os elementos técnicos obtidos durante a investigação. A atividade contou com a participação da viúva de Nörnberg, Raquel Motta Nörnberg, e de policiais militares que atuaram na ocorrência.
O caso aconteceu na madrugada de 15 de janeiro, quando a residência do agricultor foi alvo de uma ação da Brigada Militar. Durante a ocorrência, Nörnberg foi atingido por disparos de arma de fogo e morreu no local.
A investigação conduzida pela Polícia Civil é independente do Inquérito Policial Militar (IPM) realizado pela Corregedoria-Geral da Brigada Militar. Concluído em abril, o procedimento interno apontou que não houve crime por parte dos policiais envolvidos na ação.
O relatório da Brigada Militar apontou que houve uma troca de tiros entre os agentes e o agricultor e concluiu pela inexistência de conduta criminosa dos policiais. O documento também descartou a hipótese de tortura contra a esposa da vítima.
Com a conclusão das perícias pendentes, a Polícia Civil deverá concentrar os trabalhos na análise final dos elementos reunidos no inquérito. A investigação poderá resultar em eventual indiciamento, conforme as conclusões do delegado responsável.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
