Agentes da Força-Tarefa do Programa Segurança dos Alimentos realizaram uma operação de fiscalização nos municípios de Capão da Canoa e Xangri-Lá, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. A ação resultou na autuação de dois mercados e dois restaurantes por comercialização de produtos sem procedência e vencidos. Os estabelecimentos do ramo gastronômico, localizados em Xangri-Lá, também foram interditados em razão das péssimas condições de higiene encontradas durante a vistoria.
Ao todo, pelo menos uma tonelada de alimentos impróprios para o consumo foi apreendida e retirada de circulação. Entre os principais problemas constatados estavam produtos vencidos, sem identificação de origem e armazenados de forma inadequada, oferecendo risco à saúde dos consumidores.
A operação integra uma série de ações intensificadas da força-tarefa nos últimos dias no Litoral Norte. Na última segunda-feira, uma fiscalização em Arroio do Sal resultou na apreensão de cerca de três toneladas de produtos impróprios para o consumo. Já na terça-feira, outras três toneladas de alimentos vencidos ou com irregularidades foram recolhidas em supermercados, restaurantes e peixarias nos municípios de Imbé e Tramandaí.
Participaram da ação os promotores de Justiça Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, da Defesa do Consumidor de Porto Alegre, Mauro Rockenbach, da Promotoria Especializada Criminal de Porto Alegre, e Luziharin Carolina Tramontina, da Promotoria de Justiça de Capão da Canoa. Também atuaram na fiscalização servidores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRS), além de representantes da Vigilância Sanitária Municipal de Xangri-Lá e Capão da Canoa, da Secretaria Estadual da Saúde, da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI), da Patrulha Ambiental da Brigada Militar (PATRAM) e da Delegacia do Consumidor (DECON).
De acordo com o Ministério Público, as operações têm como objetivo proteger a saúde da população, coibir irregularidades na comercialização de alimentos e garantir que os estabelecimentos cumpram as normas sanitárias e de defesa do consumidor.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: Correio do Povo
