O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, anunciou que pretende recorrer à Justiça para pedir a anulação do pleito. O parlamentar questiona a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou em duas horas o horário de votação em determinadas localidades.
Flávio classificou a medida como inaceitável e afirmou que a alteração das regras com a votação em andamento levanta questionamentos sobre a igualdade de condições entre os eleitores brasileiros.
“É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram”, declarou o senador, ao confirmar que sua equipe jurídica pretende contestar o resultado. Segundo ele, a ampliação do horário pode ter provocado desigualdade entre os estados e municípios, já que nem todas as localidades teriam sido contempladas da mesma forma.
O parlamentar também questionou a atuação de Zanin, argumentando que o ministro não integra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável pela organização e fiscalização das eleições. Flávio afirmou que pretende utilizar os recursos jurídicos disponíveis para esclarecer as circunstâncias da decisão e seus possíveis impactos sobre o resultado eleitoral.
A controvérsia, porém, envolve um ponto importante: a própria campanha de Flávio Bolsonaro havia solicitado, antes da decisão, a ampliação do horário de votação em municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina, alegando dificuldades provocadas pelas chuvas. A diferença entre o pedido da campanha e a decisão adotada pelo ministro deverá integrar o debate jurídico sobre o episódio.
Apesar das contestações, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, manifestou confiança no processo eleitoral. Outras autoridades também defenderam o respeito ao resultado das urnas.
Lula (PT) venceu o segundo turno com aproximadamente 51,75% dos votos válidos, contra 48,25% de Flávio Bolsonaro. O senador, no entanto, afirma que pretende buscar esclarecimentos e contestar judicialmente as circunstâncias que considera problemáticas.
O eventual pedido de anulação deverá ser analisado pelas instâncias competentes, que terão a responsabilidade de avaliar os argumentos apresentados e verificar se existem fundamentos jurídicos capazes de justificar qualquer medida sobre o resultado eleitoral.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
