Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão disputar o segundo turno das eleições para a Presidência da República, marcado para o próximo dia 25/10. A definição do próximo presidente ocorrerá após uma campanha marcada pela polarização entre os dois grupos políticos e pela participação de outros 11 candidatos.
Também concorreram à Presidência Augusto Cury (Avante), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Leonardo Avalanche (PRTB), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP), Veterinário Wilson Grassi (Democrata) e Zema (Novo).
Lula já ocupou a Presidência da República por três mandatos. Em 2022, havia afirmado que não pretendia disputar uma nova reeleição, mas voltou a concorrer ao cargo neste ano. Caso seja eleito, poderá exercer mais um mandato consecutivo, dentro das regras constitucionais para reeleição.
A candidatura de Flávio Bolsonaro começou a ser articulada no fim de 2025, quando Jair Bolsonaro (PL) indicou o filho como seu sucessor político. A escolha gerou divergências dentro de setores da direita, que também avaliavam outros nomes para a disputa, entre eles o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Ao longo de 2026, Flávio consolidou sua candidatura e passou a representar o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro na disputa presidencial. A definição também foi acompanhada por divergências internas, incluindo um episódio público entre Flávio e Michelle Bolsonaro.
Em julho, Jair Bolsonaro declarou Flávio como seu candidato e “porta-voz”. A candidatura foi oficializada em 25 de julho, durante a convenção nacional do PL, em São Paulo. Esta é a primeira vez que Flávio Bolsonaro disputa a Presidência da República.
A chapa do PL foi definida posteriormente, com o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) escolhido para concorrer à vice-presidência. A formação ocorreu após negociações com outras legendas, que decidiram não integrar formalmente a chapa presidencial.
O segundo turno, no dia 25, definirá quem comandará o Poder Executivo federal pelos próximos quatro anos.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
