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    Início » Febre do Nilo Ocidental tem quatro casos confirmados no Brasil em 2026; RS não registra suspeitos
    Saúde

    Febre do Nilo Ocidental tem quatro casos confirmados no Brasil em 2026; RS não registra suspeitos

    Fernando KopperFernando Kopper26 de agosto de 202603 Mins Read3

    Quatro casos de Febre do Nilo Ocidental já foram confirmados em humanos no Brasil em 2026. Dois casos foram registrados em Santa Catarina e outros dois em São Paulo. Em Santa Catarina, um dos pacientes morreu, mas ainda está sob investigação se a doença foi a causa principal do óbito. Também há um caso considerado provável no Piauí.

    No Rio Grande do Sul, segundo a Secretaria Estadual da Saúde (SES), não há casos suspeitos ou confirmados da doença.

    A Febre do Nilo Ocidental é causada por um arbovírus e transmitida principalmente por mosquitos do gênero Culex, conhecidos popularmente como pernilongos. Diante da confirmação de novos casos no país, especialistas reforçam a importância das medidas de prevenção, especialmente o controle dos mosquitos e o uso de repelentes. Atualmente, não existe vacina contra a doença.

    Rio Grande do Sul mantém monitoramento

    A Secretaria Estadual da Saúde informa que mantém monitoramento constante da situação epidemiológica. Desde 2002, o Estado realiza vigilância de epizootias, acompanhando surtos de doenças em animais.

    Equinos e outros animais que apresentam sinais compatíveis com doenças de interesse para a saúde pública, incluindo a Febre do Nilo Ocidental, podem ser submetidos a testes.

    Também já foram realizadas ações de monitoramento de mosquitos, incluindo espécies do gênero Culex. Conforme a SES, entretanto, diante do cenário epidemiológico dos últimos anos, a manutenção desse monitoramento específico para a Febre do Nilo não havia sido considerada necessária.

    O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS) acompanha permanentemente a situação epidemiológica e entomológica e pode reavaliar as estratégias de vigilância caso haja mudança no risco ou novas evidências que justifiquem a ampliação das ações.

    Sintomas podem variar de leves a graves

    Entre os principais sintomas da Febre do Nilo Ocidental estão febre, dor de cabeça e dores musculares e articulares.

    Em casos mais graves, o vírus pode atingir o sistema nervoso e provocar comprometimento cerebral, com confusão mental, sonolência e, em situações mais severas, coma e até morte.

    Segundo o médico infectologista Kleber Giovani Luz, membro do comitê de arboviroses da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), o vírus apresenta maior risco de evolução grave em pessoas com mais de 60 anos.

    Não existe medicamento específico contra a Febre do Nilo Ocidental. O tratamento é voltado ao controle dos sintomas.

    A orientação é procurar atendimento médico diante do surgimento de febre acompanhada de dores de cabeça, musculares ou articulares, especialmente a partir do segundo dia de sintomas ou diante de sinais de maior gravidade.

    O diagnóstico é realizado por meio de exames que procuram o RNA do vírus na corrente sanguínea. Quando há alteração do nível de consciência, também pode ser necessária a análise do líquido da espinha.

    Controle do mosquito é principal medida de prevenção

    De acordo com o infectologista, o controle dos mosquitos é uma das principais formas de prevenção. O uso de repelente também é recomendado.

    O vírus pode circular entre aves, mosquitos e outros animais. As aves infectadas têm papel importante na disseminação, já que podem se deslocar entre diferentes regiões. Equinos também podem ser infectados.

    Apesar da presença do vírus e da confirmação de casos no país, o especialista avalia que a doença não deve alcançar a mesma dimensão de uma epidemia de dengue.

    A Febre do Nilo Ocidental recebeu esse nome devido à região onde foi identificada pela primeira vez e tem ocorrência principalmente no Hemisfério Norte, com destaque para os Estados Unidos.

    No Rio Grande do Sul, a Secretaria Estadual da Saúde mantém o acompanhamento da situação e, até o momento, não registra casos suspeitos ou confirmados em humanos.

    Com informações: Jornalista Fernando Kopper
    Fonte: Diário Gaúcho

    Fernando Kopper

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