Com o cenário eleitoral estadual praticamente definido, três nomes despontam na disputa pela vaga de vice: o atual ocupante do cargo, Felício Ramuth (PSD); o secretário de Relações Institucionais e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab; e o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL).
Segundo interlocutores próximos ao governo paulista, a tendência é que o posto permaneça com o PSD, em cumprimento ao acordo político firmado na eleição de 2022. Ainda assim, o PL tem pressionado para ocupar a vaga, alegando possuir as maiores bancadas tanto em São Paulo quanto no cenário nacional, além da ligação direta do partido com a família Bolsonaro.
Inicialmente, a estratégia política previa ao PL uma das cadeiras ao Senado na eleição de 2026, cujo nome do candidato ainda está em definição dentro da legenda. A outra vaga deve ficar com o PP, partido do ex-secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite.
Aliados afirmam que Tarcísio demonstra preferência pela manutenção da atual composição do governo, defendendo a continuidade do trabalho desenvolvido por Felício Ramuth, visto como um vice discreto e leal à gestão.
Por outro lado, Gilberto Kassab já manifestou publicamente o desejo de assumir a vaga e, segundo fontes ligadas ao governo, ainda não comunicou oficialmente ao governador quando deixará o cargo na secretaria para se dedicar às articulações eleitorais. No fim do ano passado, o dirigente afirmou que deixaria o posto para focar na disputa eleitoral.
A disputa pela vice, entretanto, envolve interesses mais amplos. Lideranças políticas avaliam que o ocupante do cargo em 2026 largará em posição privilegiada na sucessão estadual de 2030, quando Tarcísio, caso reeleito, poderá disputar a Presidência da República, abrindo espaço para um novo nome na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes.
