Paula Caroline Rodrigues Lopes, de 32 anos, condenada a 26 anos e oito meses de prisão pela morte do fotógrafo Gustavo Bertuol Gargioni, foi presa nesta quinta-feira (22), em Santo Antônio da Patrulha, no Rio Grande do Sul. Ela estava foragida e havia sido incluída recentemente na lista de procurados da Interpol.
A prisão foi realizada pela Brigada Militar após uma denúncia motivada pela divulgação da inclusão da mulher na lista internacional de procurados. Segundo o delegado João Paulo Abreu, diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Paula estava acompanhada do líder de uma facção criminosa de Canoas no momento da abordagem. O homem, que portava uma pistola, também foi preso.
O crime ocorreu em 28 de julho de 2015, em Canoas. O fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, de 22 anos, foi encontrado morto na região da Prainha do Paquetá, com 19 ferimentos provocados por disparos de arma de fogo, conforme a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS).
Segundo a acusação, Paula teria atraído o fotógrafo para uma emboscada. Na época, ela mantinha um relacionamento com Juliano Biron da Silva, apontado como autor dos disparos. Ele foi condenado pelo assassinato em fevereiro de 2020, pelo Tribunal do Júri.
Paula foi absolvida da acusação de homicídio em dezembro de 2023. O Ministério Público recorreu, e o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul anulou o julgamento em abril de 2025, por entender que a decisão dos jurados contrariava as provas do processo. A determinação de realização de um novo júri transitou em julgado em agosto daquele ano.
Em março de 2026, Paula foi novamente julgada pelo Tribunal do Júri de Canoas e condenada a 26 anos e oito meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, considerando as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Ela não compareceu à sessão e foi julgada à revelia.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: Correio do Povo
