A colheita do milho destinado à produção de silagem segue em ritmo acelerado em diversas regiões do Rio Grande do Sul, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS. Com o avanço dos trabalhos no campo, produtores rurais têm aproveitado as áreas já colhidas para reorganizar o planejamento agrícola, reintroduzindo o cultivo do milho, implantando outras culturas ou direcionando os espaços para a formação de pastagens, especialmente voltadas à alimentação animal.
De acordo com a Emater/RS-Ascar, as lavouras apresentam condições fitossanitárias consideradas satisfatórias, reflexo direto das condições climáticas registradas nas últimas semanas. A combinação entre chuvas bem distribuídas e temperaturas adequadas tem contribuído para o bom desenvolvimento das plantas e sustentado uma expectativa positiva quanto à produtividade da cultura no estado.
A estimativa da entidade indica que a área cultivada com milho para silagem no Rio Grande do Sul deverá atingir 366.067 hectares nesta safra. A produtividade média projetada é de 38.338 quilos por hectare, número que reforça a importância da cultura para o sistema produtivo gaúcho, especialmente para a pecuária leiteira e de corte, que depende diretamente da silagem como base alimentar.
Na região administrativa de Ijuí, a colheita já foi concluída na maior parte das propriedades. Com isso, os agricultores estão direcionando as áreas para o novo plantio de milho ou para a implantação de pastagens, aproveitando a umidade do solo e as condições favoráveis do período. No município de Derrubadas, o processo está ainda mais adiantado, com mais de 97% das lavouras de milho para silagem já colhidas, segundo dados da Emater/RS-Ascar.
Na região de Santa Maria, o cenário é de lavouras concentradas em estádios mais avançados do ciclo da cultura, principalmente nas fases de enchimento de grãos e maturação fisiológica. Nessas áreas, a colheita tende a se intensificar nos próximos dias, acompanhando o ponto ideal para a produção de silagem de qualidade.
Já na região de Soledade, os produtores realizam a ensilagem do milho implantado no mês de setembro. Em muitos casos, após a retirada do material destinado à silagem, ocorre a semeadura de uma nova safra de milho na mesma área, estratégia que visa otimizar o uso do solo e garantir a produção contínua de alimento para os rebanhos. As lavouras que se encontram em fase vegetativa apresentam bom potencial produtivo, impulsionado pelas condições climáticas consideradas favoráveis ao desenvolvimento da cultura.
A Emater/RS-Ascar destaca que o cenário atual reforça a importância do milho para silagem na organização dos sistemas produtivos do estado, tanto pela segurança alimentar dos rebanhos quanto pela flexibilidade no manejo das áreas agrícolas, permitindo a diversificação de culturas e o melhor aproveitamento das propriedades rurais ao longo do ano.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
