A colheita do milho no Rio Grande do Sul já atinge 64% da área cultivada. Outros 17% das lavouras estão em fase de maturação, enquanto os 19% restantes se dividem entre desenvolvimento vegetativo e enchimento de grãos, estágios que ainda dependem de chuvas regulares. Os dados constam no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar.
Segundo o levantamento, o déficit hídrico registrado entre meados de janeiro e a primeira quinzena de fevereiro impactou as lavouras de forma diferente no Estado. O efeito variou conforme a época de semeadura e a disponibilidade de água nas áreas de cultivo.
Nas lavouras implantadas mais cedo, que passaram pelo período crítico já no final do ciclo, o comprometimento foi menor. Já os cultivos que estavam em fase de floração e granação registraram reduções de produtividade devido à falta de umidade.
As chuvas registradas recentemente ajudaram parcialmente as áreas ainda em enchimento de grãos, especialmente nas regiões com maior concentração de lavouras. No entanto, de acordo com a Emater, essas precipitações não são suficientes para reverter as perdas nas áreas que enfrentaram estresse hídrico durante fases críticas do desenvolvimento.
No aspecto fitossanitário, técnicos destacam a alta incidência da cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), o que levou produtores a intensificar o monitoramento e o controle químico das lavouras. Também há registros pontuais da presença de lagarta-do-cartucho em algumas áreas.
Para a safra atual, a Emater/RS-Ascar estima que o milho ocupe 785.030 hectares no Estado, com produtividade média de 7.370 quilos por hectare.
Milho para silagem
No caso do milho destinado à silagem, as condições climáticas foram parcialmente favoráveis, com registro de chuvas leves e clima estável em várias regiões do Estado.
O desempenho das lavouras apresenta grande variação, refletindo diferenças no período de plantio, na disponibilidade hídrica durante a fase reprodutiva e no nível tecnológico utilizado pelos produtores.
Nas áreas implantadas mais cedo, a colheita da silagem já está em andamento ou foi concluída. Nesses casos, o rendimento de massa verde foi considerado adequado, em razão do porte elevado das plantas, favorecido pelas chuvas registradas até o início de janeiro.
Por outro lado, em diversas lavouras a proporção de grãos na massa ensilada foi limitada pela restrição de umidade durante as fases de pendoamento, polinização e início do enchimento de grãos.
A Emater/RS-Ascar estima que a área destinada ao milho para silagem alcance 366.067 hectares nesta safra, com produtividade média de 38.338 quilos por hectare.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: Agrolink
