Após três meses consecutivos de queda, o preço da cesta de alimentos no Rio Grande do Sul voltou a subir em maio. De acordo com levantamento da Secretaria da Fazenda (Sefaz), o custo médio da cesta composta pelos 80 itens mais consumidos pelos gaúchos registrou aumento de 2,92% em relação ao mês anterior, encerrando o período em R$ 296,26.
Apesar da alta mensal, o acumulado dos últimos 12 meses ainda aponta redução de 0,96% no valor da cesta no Estado. Na região da Fronteira Noroeste, a queda chega a quase 4% no período.
Segundo o governo do Estado, a elevação registrada em maio acompanha a tendência nacional de aumento dos preços dos alimentos, influenciada pelos reflexos do conflito no Oriente Médio sobre os mercados internacionais.
A cesta mais barata do Rio Grande do Sul continua sendo a da região Jacuí Centro, onde o custo médio foi de R$ 279,37. Já a região das Hortênsias manteve o posto de mais cara do Estado, com valor médio de R$ 314,05.
O levantamento mostra que todas as regiões gaúchas registraram aumento nos preços em maio. A menor variação foi observada no Paranhana, com alta de 1,47%. Já a região Noroeste apresentou o maior avanço, com aumento de 4,47%, elevando o custo da cesta para R$ 310,32.
Os dados fazem parte do Boletim de Preços Dinâmicos, elaborado pela Receita Estadual com base nas notas fiscais eletrônicas emitidas no comércio varejista. O estudo acompanha a evolução dos preços dos principais produtos consumidos pelas famílias gaúchas, utilizando como referência a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE.
Mesmo com a alta registrada no último mês, as famílias de menor renda continuam registrando ganho de poder de compra quando analisado o período de 12 meses. Conforme o Índice de Inflação por Faixa de Renda, os domicílios com renda de até dois salários mínimos tiveram deflação de 1,97% nos gastos com alimentação. Já as famílias com renda entre dois e três salários mínimos registraram queda de 1,59%.
Entre os grupos pesquisados, bebidas e infusões apresentaram a maior redução de preços em maio, com recuo médio de 1,74%. A água mineral ficou 2,12% mais barata, enquanto o vinho registrou queda de 9,8%. O aipim foi o produto com a maior retração entre todos os itens monitorados, com redução superior a 33%.
Por outro lado, os laticínios lideraram as altas no período, com aumento médio de 12,81%. O leite integral foi um dos principais responsáveis pela elevação, registrando alta de 22,56% e atingindo preço médio de R$ 4,89 por litro.
Entre os alimentos que mais subiram em maio, destaque para a uva, que teve aumento de 100%, e para a cenoura, cujo preço avançou 63,51%, pressionando o orçamento das famílias gaúchas.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
