Close Menu
    • Início
    • Sobre
    • Contato
    • Categorias
      • Agronegócio
      • Clima
      • Colunistas
      • Culinária
      • Cultura
      • Direitos Humanos
      • Economia
      • Emprego
      • Editorial
      • Educação
      • Eleições
      • Emprego
      • Ensino
      • Esporte
      • Estado
      • Estradas
      • Geral
      • Humor
      • Justiça
      • Lazer
      • Literatura
      • Meio Ambiente
      • Mistério
      • Mobilidade Urbana
      • Mundo
      • Música
      • Notícias
      • Obras
      • País
      • Polícia
      • Política
      • Previsão do Tempo
      • Qualificação
      • Região
      • Religião
      • Saneamento
      • Saúde
      • Segurança
      • Tecnologia
      • Trânsito
      • Transporte
      • Turismo
    Notícias RS
    • Início
    • Sobre
    • Contato
    • Categorias
      • Agronegócio
      • Clima
      • Colunistas
      • Culinária
      • Cultura
      • Direitos Humanos
      • Economia
      • Emprego
      • Editorial
      • Educação
      • Eleições
      • Emprego
      • Ensino
      • Esporte
      • Estado
      • Estradas
      • Geral
      • Humor
      • Justiça
      • Lazer
      • Literatura
      • Meio Ambiente
      • Mistério
      • Mobilidade Urbana
      • Mundo
      • Música
      • Notícias
      • Obras
      • País
      • Polícia
      • Política
      • Previsão do Tempo
      • Qualificação
      • Região
      • Religião
      • Saneamento
      • Saúde
      • Segurança
      • Tecnologia
      • Trânsito
      • Transporte
      • Turismo
    Facebook Instagram YouTube
    Notícias RS
    Início » Baixa irrigação nas lavouras de sequeiro expõe entraves históricos e limita avanço da agricultura no Rio Grande do Sul
    Agronegócio

    Baixa irrigação nas lavouras de sequeiro expõe entraves históricos e limita avanço da agricultura no Rio Grande do Sul

    Fernando KopperFernando Kopper24 de janeiro de 202605 Mins Read0

    Mesmo sendo um dos estados precursores da agricultura no Brasil e um dos mais afetados por estiagens recorrentes, o Rio Grande do Sul ainda apresenta uma tradição modesta na irrigação de lavouras de sequeiro. O contraste chama a atenção especialmente pelo fato de o Estado ser responsável por cerca de 70% da produção nacional de arroz, praticamente toda cultivada em áreas irrigadas. Já a soja, principal cultura gaúcha, ocupa aproximadamente 6,74 milhões de hectares, mas conta com apenas 3,4% dessa área protegida por sistemas de irrigação.

    Em síntese, apenas cerca de 4% das lavouras de sequeiro no Estado utilizam irrigação. No caso da soja, esse percentual representa cerca de 230 mil hectares. O milho para grão apresenta índice superior, com 15,4% da área irrigada. Ainda assim, o alcance é considerado baixo diante da vulnerabilidade climática enfrentada pelo setor.

    O recente programa estadual Irriga+ RS, que concede subvenção para a implantação de sistemas de irrigação, teve adesão inferior ao esperado. Lançado com a expectativa de alcançar uma área de pelo menos 50 mil hectares, o programa atingiu pouco mais da metade desse objetivo. Segundo o secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Edivilson Brum, a baixa adesão está ligada principalmente à falta de tradição no uso da irrigação e à fragilidade financeira dos produtores.

    “Primeiro que no Rio Grande do Sul não se tem essa cultura, essa tradição de fazer a irrigação. Acho que esse é o principal motivo. E o segundo é que, na última safra, o preço da soja estava muito ruim, o produtor não se capitalizou e, então, não investe”, explica o secretário. Ele acrescenta que o elevado endividamento dos agricultores, consequência de sucessivas perdas climáticas e dos juros altos nas linhas de custeio e financiamento, tem sido determinante para a cautela nos investimentos.

    As duas fases do Irriga+ RS, lançadas em agosto de 2023, possibilitaram a ampliação de 26.070 hectares irrigados. Na primeira etapa, a subvenção foi limitada a R$ 15 mil por projeto, valor que subiu para R$ 100 mil na segunda fase. Ao todo, o programa recebeu 1.408 projetos, dos quais 479 foram pagos, resultando em R$ 47,7 milhões empenhados pelo Estado, sendo R$ 6 milhões já pagos. O volume total de investimentos, somando recursos públicos e privados, alcançou aproximadamente R$ 500 milhões.

    A irrigação por pivô central representou 43% dos projetos aprovados, seguida pela aspersão convencional, com 33%. As culturas de grãos, especialmente soja e milho, responderam por 57% das iniciativas, enquanto as pastagens representaram 24%. Entre os municípios com maior área irrigada pelo programa, destacam-se Rosário do Sul, com 1.339,8 hectares, e São Borja, com 1.267,2 hectares. Ibirubá liderou em número de projetos enviados, com 28 propostas.

    Apesar de avaliar os resultados como positivos, Brum reconhece que o avanço ainda é insuficiente. “São 26 mil hectares. É uma boa área, mas nós queremos e almejamos mais. O percentual de lavouras irrigadas ainda é muito pequeno aqui no Rio Grande do Sul”, afirma. O secretário anuncia que já está em gestação a terceira fase do programa, o Irriga+ RS 3, em articulação com as secretarias de Planejamento e da Fazenda, com previsão de lançamento ainda no primeiro trimestre, embora sem valores e percentuais de subvenção definidos.

    Para o economista-chefe da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Antonio da Luz, a baixa irrigação no Estado não pode ser atribuída a fatores culturais. Segundo ele, o principal entrave histórico esteve relacionado a interpretações rigorosas da legislação ambiental, que dificultaram por anos a implantação de sistemas de irrigação. “O Poder Público dificultou o avanço da irrigação ao longo dos anos. Só recentemente se criou um ambiente mais favorável”, avalia.

    Da Luz lembra que perdas severas em safras como as de 2005 e 2012 evidenciaram a necessidade de irrigação, mas que o produtor enfrentou uma série de obstáculos legais, especialmente para a construção de açudes e barragens em Áreas de Preservação Permanente (APPs). A regulamentação sancionada em 2024, que flexibilizou essas restrições, veio tarde, segundo ele, após o produtor perder um ciclo favorável de investimentos, entre 2013 e 2015, quando os juros eram baixos.

    “O produtor fez outros investimentos porque não podia irrigar. Agora que as questões legais estão melhores encaminhadas, ele vem de sucessivas perdas e está descapitalizado”, afirma. Para o economista, é necessário alinhar expectativas: a irrigação é cara, nem todo território é passível de irrigação e a recuperação será gradual.

    Na ponta do sistema produtivo, agricultores destacam a importância do apoio governamental. Beneficiado pelo programa, o produtor Celio Garlet, de Pinhal Grande, implantou irrigação em 40 dos 500 hectares da propriedade onde cultiva soja, milho, feijão e trigo, além de manter confinamento de gado. “Não adianta ter semente boa e fertilizante se não tem garantia de água”, resume. Para ele, programas como o Irriga+ RS fortalecem a produção, a renda, a arrecadação de ICMS e até a sucessão familiar no campo.

    Enquanto isso, o Rio Grande do Sul segue diante do desafio de ampliar a irrigação como estratégia de estabilidade produtiva, em um cenário marcado por eventos climáticos extremos e pela necessidade de sustentabilidade econômica das propriedades rurais.

    Com informações: Jornalista Fernando Kopper
    Fonte: Correio do Povo

    Fernando Kopper

    Assuntos Relacionados

    Agronegócio

    Semeadura da soja atinge 98% da área no Rio Grande do Sul e safra depende da regularização das chuvas

    3 de fevereiro de 2026
    Agronegócio

    Arroz no RS avança no ciclo com boa insolação, mas frio eleva risco de perdas em lavouras em floração

    2 de fevereiro de 2026
    Agronegócio

    Cobrança de royalties da soja no RS gera debate entre Sistema Farsul e Bayer

    30 de janeiro de 2026
    Agronegócio

    Rio Grande do Sul encerra 2025 como 7º maior exportador do Brasil, com US$ 21,5 bilhões em vendas externas

    30 de janeiro de 2026
    Agronegócio

    Preço do leite ao produtor cai pelo nono mês seguido e acumula desvalorização de 25,8% em 2025, aponta Cepea

    29 de janeiro de 2026
    Agronegócio

    Farelo de soja sofre pressão externa em 2025, apesar de demanda interna favorável, aponta Conab

    29 de janeiro de 2026
    Últimas Notícias

    Governo do Estado anuncia retirada do teste de baliza no exame para primeira habilitação no Rio Grande do Sul

    3 de fevereiro de 2026

    Polícia Civil trata como crime o desaparecimento de família em Cachoeirinha

    3 de fevereiro de 2026

    Estiagem se instala no Rio Grande do Sul e racionamento de água começa no estado

    3 de fevereiro de 2026

    Identificada vítima de acidente fatal na ERS-223 entre Tapera e Selbach

    3 de fevereiro de 2026
    Todos direitos reservados NotíciasRS © 2026
    • Início
    • Política de Privacidade
    • Quem Somos
    • Termos de Uso
    • Contato

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.