A segurança pública do Rio Grande do Sul segue apresentando avanços expressivos e consistentes ao longo dos últimos anos. Um dos indicadores que evidenciam essa evolução é a letalidade policial. Conforme levantamento divulgado pelo governo federal, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Estado registrou, em 2025, a segunda maior redução de óbitos decorrentes de intervenção policial no Brasil. O número de mortes caiu de 141 em 2024 para 80 no ano passado, o que representa uma diminuição de 43,2%, ficando atrás apenas do Tocantins, que apresentou redução de 55,1%.
O governador Eduardo Leite ressaltou que os resultados positivos refletem uma política contínua de investimentos e qualificação das forças de segurança. Segundo ele, a redução expressiva da letalidade policial é fruto de uma atuação cada vez mais técnica e profissional dos órgãos de segurança pública no Estado. “A redução expressiva da letalidade policial no Rio Grande do Sul é resultado direto de uma atuação cada vez mais técnica e profissional das nossas forças de segurança, construída a partir de investimentos históricos realizados pelo nosso governo. Desde 2019, asseguramos a reposição programada de efetivo, sendo este o primeiro mandato, após décadas, a terminar com mais profissionais da segurança do que quando começou, e também qualificamos o trabalho policial com novas viaturas, armamentos, equipamentos modernos e tecnologias como as câmeras corporais”, afirmou.
O governador destacou ainda que essas ações garantem melhores condições de trabalho aos profissionais da área e ampliam a transparência e o controle institucional. “Tudo isso garante melhores condições de atuação para os homens e mulheres das forças de segurança, fortalece a transparência e os controles rigorosos de corregedoria, protege o policial e assegura à sociedade um serviço de segurança pública mais eficiente, humano e comprometido com a preservação da vida”, completou.
Outro dado relevante diz respeito à taxa de letalidade policial por 100 mil habitantes. Conforme o levantamento federal, o índice no Rio Grande do Sul caiu de 1,26 em 2024 para 0,71 em 2025, uma redução de 43,6%. Com esse resultado, o Estado saltou da 11ª para a 4ª colocação no ranking nacional, ficando atrás apenas de Roraima, Distrito Federal e Piauí, unidades da federação com populações e efetivos policiais consideravelmente menores.
Número de abordagens reforça a eficiência policial
A baixa letalidade contrasta com o elevado volume de atendimentos realizados diariamente pelas forças de segurança. De acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP), em 2025 a Brigada Militar realizou cerca de 11 mil abordagens por dia em todo o Estado. Essas ações envolveram, em média, 4,8 mil policiais diariamente e resultaram em 50.007 prisões ao longo do ano.
Para o titular da SSP, Mário Ikeda, os números demonstram a eficiência e a responsabilidade da atuação policial. “A atividade policial é dinâmica e envolve muitas questões, pois cada caso tem o seu contexto. Mesmo assim, nossas forças de segurança possuem um índice de letalidade muito baixo e um nível de eficácia alto. Tanto é que 2025 foi o ano mais seguro da história do Rio Grande do Sul. Isso demonstra que o trabalho da polícia tem responsabilidade com a sociedade e preza pelo bem-estar da população gaúcha”, destacou.
Além das ações de segurança, a Brigada Militar também desempenha um papel fundamental em situações de emergência. Ao longo de 2025, a atuação rápida e precisa dos policiais militares resultou na preservação de 3.060 vidas em todo o Estado, uma média de oito pessoas salvas por dia. As ocorrências incluem casos de crianças engasgadas, vítimas de afogamento, pessoas gravemente feridas e cidadãos em risco iminente.
Em muitas situações, os policiais são os primeiros a chegar ao local e prestam os primeiros atendimentos de urgência, especialmente quando o tempo é determinante para a sobrevivência. O Atendimento Pré-Hospitalar (APH), cabe destacar, integra o currículo de formação dos policiais militares, o que contribui para a eficácia dessas ações.
2025 consolida o ano mais seguro da história do Estado
Os avanços na letalidade policial acompanham a queda generalizada dos indicadores de criminalidade. Em 2025, o Rio Grande do Sul consolidou-se como o ano mais seguro de sua história. Nos crimes contra a vida, houve uma redução de 27% nos homicídios dolosos, com o número de vítimas caindo de 1.418 em 2024 para 1.037 no ano passado. Os Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLI) apresentaram queda de 25%, passando de 1.728 para 1.299 casos. Já os latrocínios tiveram redução de 3%, de 31 para 30 registros.
Nos crimes patrimoniais, os resultados também foram expressivos. O roubo de veículos caiu 22%, passando de 2.299 ocorrências em 2024 para 1.790 em 2025. As ocorrências bancárias apresentaram retração de 24%, de 25 para 19 casos, enquanto os roubos a pedestres diminuíram 17%, saindo de 15.207 para 12.573 registros.
Investimentos fortalecem a segurança pública
Desde 2019, o governo do Estado já investiu mais de R$ 2 bilhões na segurança pública, com foco no reforço do efetivo, aquisição de viaturas, modernização de equipamentos e valorização dos servidores. Essas ações têm contribuído de forma decisiva para a transformação da realidade da segurança no Rio Grande do Sul.
Somente em 2025, os investimentos somaram cerca de R$ 410 milhões em viaturas e equipamentos destinados a todas as regiões do Estado. Entre os principais aportes, destaca-se a aquisição de um helicóptero com capacidade de voo noturno para a Polícia Civil. A Brigada Militar, o Corpo de Bombeiros Militar e o Instituto-Geral de Perícias também foram contemplados com novos veículos, aeronaves, embarcações, armamentos, escudos balísticos e outros equipamentos.
Ao longo do ano passado, foram disponibilizadas 2.774 vagas para a Brigada Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar e Instituto-Geral de Perícias. Além disso, a Brigada Militar viabilizou o ingresso de 895 novos soldados, reforçando o efetivo e ampliando a capacidade de atuação das forças de segurança em todo o território gaúcho.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
