A queda do helicóptero que matou cinco pessoas em Urubici, na Serra de Santa Catarina, será investigada em duas frentes: pela Polícia Civil e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão ligado à Força Aérea Brasileira (FAB).
Entre as vítimas estão o cantor Rick, da dupla com Renner, e o empresário Bruno Avelar. Também morreram o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira.
A aeronave, um helicóptero modelo Bell 430, perdeu o sinal na segunda-feira (21), durante um voo entre Porto Belo, no Litoral Norte de Santa Catarina, e São Joaquim, na Serra. Os destroços foram localizados na terça-feira (22), na localidade de Santa Bárbara, em uma área de mata de difícil acesso no interior de Urubici.
A região apresentava previsão de fortes tempestades no período, conforme informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Investigação
O Cenipa iniciou os trabalhos no local ainda na terça-feira. A investigação tem como objetivo identificar fatores que possam ter contribuído para o acidente e produzir informações que auxiliem na prevenção de novas ocorrências.
Entre os procedimentos estão a coleta e confirmação de dados, a verificação dos danos provocados na aeronave, a análise da dinâmica da queda e o levantamento de outras informações consideradas relevantes para a investigação.
O Cenipa informou que pretende concluir os trabalhos o mais rapidamente possível, mas não estabeleceu prazo para o encerramento da investigação.
Paralelamente, a Polícia Civil abriu um inquérito para apurar as circunstâncias do acidente e verificar se houve eventual responsabilidade criminal. A investigação poderá avaliar a existência de conduta dolosa ou culposa, incluindo situações relacionadas a negligência, imprudência ou imperícia.
Resgate dos corpos
Os corpos dos cinco ocupantes foram resgatados na tarde de terça-feira. Devido às características do terreno e à dificuldade de acesso ao local da queda, a retirada foi realizada por via aérea, com utilização de cordas.
A operação contou com apoio de aeronaves do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar, além de aproximadamente 40 bombeiros, dois cães farejadores, mais de 10 viaturas e drones com capacidade de identificação térmica.
Após o resgate, os corpos foram encaminhados para a Polícia Científica, em Florianópolis, onde passam por exames cadavéricos e procedimentos de identificação.
As autoridades trabalham para concluir os exames e liberar os corpos às famílias.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: G1
