O desaparecimento da motorista de aplicativo Gabriela Evaldt Cardoso, de 23 anos, conhecida como “Babi Cardoso”, segue sendo investigado pela Polícia Civil. A principal hipótese considerada pelos investigadores é de que a jovem tenha sido vítima de homicídio no próprio dia em que desapareceu, em 6 de setembro.
Moradora de Torres, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, Gabriela também era influenciadora digital e acumulava mais de 37 mil seguidores nas redes sociais. Ela foi vista com vida pela última vez em Tramandaí. O último contato registrado ocorreu por volta das 23h daquele dia, quando conversou com uma amiga.
Segundo o delegado Alexandre Souza, responsável pelo caso, a equipe de investigação possui convicção técnica de que Gabriela foi vítima de homicídio e que o crime ocorreu na data do desaparecimento. A polícia afirma ainda que já identificou a possível motivação, mas decidiu não divulgá-la para preservar o andamento das investigações.
De acordo com a Polícia Civil, as circunstâncias apuradas até o momento também levaram os investigadores a descartar as hipóteses de feminicídio e latrocínio.
O carro utilizado por Gabriela foi localizado dez dias após o desaparecimento, em uma residência desocupada em Tramandaí. O veículo estava sem as placas e com uma das calotas retirada. A localização ocorreu após uma denúncia anônima.
A partir do cruzamento de imagens de câmeras de monitoramento, os investigadores conseguiram identificar o último momento em que o automóvel circulou. O celular da jovem também foi localizado, e a Polícia Civil solicitou acesso aos dados armazenados no aparelho e às redes sociais para auxiliar na apuração.
Perícias de DNA, papiloscopia e análise de outros vestígios foram solicitadas. Entre os materiais encontrados no interior do veículo está uma unha, que deverá passar por análise pericial.
As buscas pelo corpo da jovem continuam. No início da semana, a Polícia Civil havia encerrado uma etapa das buscas em uma área previamente delimitada, após novas varreduras realizadas durante o último fim de semana não localizarem vestígios de Gabriela. As condições climáticas, especialmente a chuva, também prejudicaram temporariamente os trabalhos.
Nesta terça-feira (29), as buscas terrestres foram retomadas integralmente em novos quadrantes considerados estratégicos pelos investigadores.
Horas antes do desaparecimento, Gabriela havia conversado com familiares. Por volta das 22h do dia 6 de setembro, informou que estava bem e que iria até a casa da mãe, Rosane Evaldt, em Torres, para devolver o carro. No entanto, ela não chegou ao destino.
Enquanto a Polícia Civil avança na investigação e mantém as buscas pelo corpo, familiares de Gabriela seguem aguardando informações sobre o paradeiro da jovem e esclarecimentos sobre as circunstâncias do desaparecimento.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: G1
