Um ataque de animal ainda não identificado deixou ferido o pescador Dionísio Ribicki, de 64 anos, na manhã da última segunda-feira (9), no interior de Maximiliano de Almeida, no Norte do Rio Grande do Sul. O caso ocorreu no rio Ligeiro, também conhecido como rio Apuaé, em um ponto frequentado por pescadores da região.
De acordo com o relato da vítima, o ataque aconteceu por volta das 8h, enquanto ele estava dentro do rio colocando uma rede de pesca. A água chegava aproximadamente à altura do peito quando Dionísio sentiu uma mordida repentina em uma das pernas e foi puxado para baixo pela força do animal.
Mesmo com a força do ataque, o pescador conseguiu firmar os pés no fundo do rio e voltar à superfície. Pouco depois, porém, sofreu uma nova investida, desta vez com outra mordida na perna oposta.
Em entrevista a uma emissora de rádio da região, Dionísio relatou que tentou se defender segurando a cabeça do animal, que permanecia com os dentes cravados em sua perna e fazia movimentos bruscos, puxando com força, como se tentasse arrancar parte da carne ou arrastá-lo novamente para o fundo do rio.
Durante todo o ataque, o animal permaneceu submerso, o que impediu a identificação. Segundo o pescador, ao tentar se defender ele conseguiu apenas sentir parte da cabeça da criatura, percebendo um focinho comprido, com cerca de dois palmos de tamanho.
Após conseguir se soltar, momento em que o animal arrancou parte da coxa, Dionísio conseguiu subir em um bote que estava próximo e sair do local. Mesmo ferido, ele caminhou cerca de um quilômetro até chegar em sua residência, de onde procurou atendimento médico.
Apesar da gravidade das lesões, os médicos constataram que nenhuma veia ou artéria importante foi atingida. O pescador recebeu atendimento e segue em recuperação.
O episódio causou preocupação entre moradores da região, já que o trecho do rio onde ocorreu o ataque é frequentado por pescadores e também por famílias que utilizam o local para banho e lazer. Até o momento, não há confirmação oficial sobre qual animal teria provocado o ataque. Dionísio afirma não acreditar que tenha sido uma capivara e também descarta a hipótese de um animal com garras, já que os ferimentos foram causados exclusivamente por mordidas. Entre as possibilidades levantadas estão a presença de uma lontra ou até mesmo algum peixe de grande porte.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: Rádio Club FM 96,7- Machadinho
