Um laudo do Instituto-Geral de Perícias apontou que o celular de Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, foi rastreado em uma área rural de Gravataí dias após o seu desaparecimento. O indício reforça as investigações sobre o sumiço dela e dos pais, Isail e Dalmira de Aguiar, de 69 e 70 anos, ocorrido entre 24 e 25 de janeiro, em Cachoeirinha.
De acordo com a perícia, o sinal do aparelho foi detectado no entorno da Estrada Manoel de Souza Rosa, no bairro Neópolis, no dia 2 de fevereiro — oito dias após o desaparecimento. A área indicada não pertence ao ex-marido de Silvana, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, de 39 anos, principal suspeito do caso.
O dado consta no inquérito conduzido pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, que segue realizando diligências em diferentes pontos da região metropolitana. No mesmo período em que o celular foi rastreado, Cristiano constava na escala de serviço do 15º Batalhão de Polícia Militar, em Canoas, onde atuava na 3ª Companhia. Ele está atualmente afastado das funções.
As buscas contam com apoio do canil do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul. Nesta semana, equipes estiveram na Estrada Santa Tecla, em Gravataí, para reconhecimento de área. Dias antes, as diligências ocorreram em um sítio da família do policial e em imóveis de parentes, incluindo casas do irmão, da mãe e da atual esposa, em Cachoeirinha.
Apesar do emprego de cães farejadores — com capacidade de detectar odores em um raio de até 500 metros —, nenhum vestígio que indique a localização das vítimas foi encontrado até o momento. Segundo os investigadores, as ações têm servido principalmente para descartar áreas.
O celular de Silvana foi localizado posteriormente, no dia 7 de fevereiro, escondido sob uma pedra na rua Palmeira das Missões, próximo ao número 413. A localização do aparelho ocorreu após uma denúncia anônima, conforme a 2ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha, responsável pelo caso.
Cristiano Domingues Francisco está preso temporariamente desde 10 de fevereiro, no Batalhão de Polícia de Guarda da Brigada Militar, em Porto Alegre. Ele nega envolvimento no desaparecimento da ex-companheira e dos ex-sogros.
Em nota, o advogado de defesa, Jeverson Barcellos, informou que irá acompanhar o andamento das investigações e analisar a decisão que prorrogou a prisão temporária por mais 30 dias, não descartando a possibilidade de ingresso com pedido de habeas corpus.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
