A Polícia Civil prendeu preventivamente um homem de 41 anos e seu filho, de 20 anos, suspeitos de integrarem o chamado “setor de disciplina” de uma facção criminosa que atua em Rosário do Sul, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. As prisões foram cumpridas na tarde de terça-feira (4) por agentes da Delegacia de Polícia de Rosário do Sul, com apoio da Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam) da Brigada Militar.
A investigação teve como base um vídeo que mostra uma sessão de tortura praticada contra um homem. Conforme a Polícia Civil, as imagens registram a vítima ajoelhada enquanto é agredida com coronhadas, golpes de um pedaço de madeira e chutes na cabeça. Ao final da gravação, um dos suspeitos puxa a cabeça da vítima para trás e aponta uma pistola em sua direção.
Segundo a investigação, os presos seriam responsáveis por executar punições determinadas pela organização criminosa, incluindo cobranças de dívidas e ordens para eliminar integrantes de grupos rivais.
As apurações apontam que, em junho deste ano, os investigados se deslocaram até o município de São Gabriel para torturar um integrante da própria facção que estaria com pendências junto ao grupo criminoso. Toda a ação foi filmada e enviada aos líderes da organização como forma de comprovar o cumprimento da ordem.
Durante a análise do vídeo, a Polícia Civil também identificou a participação de outros homens, que aparecem rapidamente nas imagens auxiliando na ação criminosa. As investigações prosseguem para identificar todos os envolvidos.
De acordo com o delegado Daniel Severo, responsável pelo caso, a utilização da tortura como forma de punição interna demonstra o elevado grau de violência empregado pelas organizações criminosas.
Segundo o delegado, a Polícia Civil seguirá atuando para identificar e responsabilizar tanto os executores quanto os mandantes de crimes dessa natureza.
Após os procedimentos de praxe, pai e filho foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: Correio do Povo
