Pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Sul enfrentam uma realidade alarmante: a espera por exames básicos, como hemograma e teste de ureia, pode chegar a até seis anos. A demora tem comprometido diagnósticos, atrasado tratamentos e levado muitos a buscar alternativas fora da rede pública.
Diante da fila extensa, cresce o número de pessoas que recorrem à solidariedade de amigos e familiares para custear exames na rede privada. Em muitos casos, são organizadas vaquinhas para arrecadar valores que possibilitem dar continuidade a procedimentos médicos e cirurgias.
Na cidade de Rio Grande, a secretária Thacylla Lopes Ignacio vive essa situação. Ela precisa realizar uma cirurgia de varizes, mas depende de exames pré-operatórios que, na rede particular, custam pouco mais de R$ 400, valor fora de sua realidade no momento.
“Há alguns anos eu sofro com varizes, desde muito nova. Com o tempo, elas começaram a me incomodar cada vez mais: inchaço, dores, dormência, formigamento nas pernas. No trabalho e durante a faculdade, exigia muita força, e isso foi trazendo ainda mais desconfortos”, relata.
Se não bastasse a condição de saúde, o prazo estabelecido pelo SUS surpreende: os exames de sangue necessários para a cirurgia foram agendados para o dia 1º de março de 2032. A data evidencia o tamanho da fila e reforça a dificuldade enfrentada por pacientes que dependem exclusivamente do sistema público.
Enquanto aguardam por soluções, muitos seguem lidando com dores e incertezas, na esperança de que medidas sejam adotadas para reduzir o tempo de espera e garantir acesso mais rápido aos serviços essenciais de saúde.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte e foto: G1
