Uma operação de alcance nacional mobilizou as polícias civis de 18 estados brasileiros, Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, com foco no combate à disseminação de conteúdos digitais de violência extrema.
No território gaúcho, a ofensiva foi coordenada pelo Gabinete de Inteligência e Assuntos Estratégicos (GIE) da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, com atuação de delegacias ligadas ao Departamento de Polícia do Interior (DPI), ao Departamento de Polícia Metropolitana (DPM) e ao Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV).
Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nos municípios de Triunfo, Arroio do Sal, Liberato Salzano, Osório, Estação, Erechim e Bento Gonçalves. Durante a ação, quatro adolescentes foram apreendidos nas cidades de Triunfo, Arroio do Sal, Osório e Porto Alegre, além da internação de um adolescente em Osório.
No total da operação, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária, 33 mandados de busca e apreensão, três mandados de internação e seis prisões em flagrante. Também foram aplicadas 20 medidas cautelares diversas, além da moderação de 180 contas em plataformas digitais e 20 servidores na plataforma Discord, impactando mais de 5.500 usuários.
Segundo as autoridades, a ação reforça o uso da inteligência cibernética e a integração entre os estados para coibir a circulação de conteúdos que incentivam a violência, o ódio e comportamentos nocivos, especialmente entre jovens. Entre os materiais monitorados estão grupos que estimulam agressões, humilhações, discursos discriminatórios e práticas autodestrutivas, além de conteúdos mais graves, como a exploração de crianças e adolescentes.
A Polícia Civil destaca que, conforme o caso, essas condutas podem configurar crimes como incitação ao crime, ameaça, discriminação e associação criminosa. A responsabilização não se limita à criação do conteúdo, podendo atingir também quem compartilha, divulga ou armazena esse tipo de material.
As autoridades orientam que a população evite compartilhar conteúdos dessa natureza e realize denúncias, contribuindo para interromper a atuação desses ambientes digitais e prevenir ocorrências mais graves no mundo real.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
