A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um comunicado global alertando para a rápida disseminação de uma nova ramificação genética do vírus Influenza A (H3N2). Identificada tecnicamente como subclado K, ou J.2.4.1, a variante passou a ser chamada popularmente de “gripe K” ou “super gripe” devido à sua elevada capacidade de transmissão.
Segundo a OMS, a mutação começou a ganhar força a partir de agosto de 2025 e, desde então, vem se espalhando de forma acelerada por regiões da América do Norte, Europa e Ásia. A nota técnica destaca que alterações genéticas presentes nessa versão do vírus facilitam sua propagação em comparação com cepas anteriores da Influenza A.
Apesar do alto poder de contágio, a entidade internacional esclarece que, até o momento, não há evidências científicas de que a nova variante seja mais letal ou provoque quadros clínicos mais graves do que a gripe sazonal comum. Ainda assim, o alerta permanece, especialmente em relação a grupos mais vulneráveis.
A principal preocupação das autoridades de saúde envolve idosos, crianças e pessoas com comorbidades, que apresentam maior risco de desenvolver complicações respiratórias associadas à infecção pelo vírus da gripe.
No Brasil, o Ministério da Saúde já confirmou a identificação do subclado K em amostras coletadas no estado do Pará. A informação consta no Informe de Vigilância das Síndromes Gripais, divulgado no dia 12 de dezembro, e reforça a importância do monitoramento contínuo da circulação viral no país. As autoridades seguem acompanhando a situação para avaliar possíveis impactos no sistema de saúde e orientar medidas preventivas.
Com informações: Jornalista Fernando Kopper
